Histórias de amor sempre fizeram parte dos quadrinhos de super-heróis desde o início daquele meio artístico. A DC Comics apresentou aos leitores Superman e Lois Lane, casal que se tornaria referência para praticamente todos os relacionamentos heroicos que surgiriam depois.
Muitos consideram aquela dupla a maior história de amor dos quadrinhos, enquanto outros defendem Reed Richards e Sue Storm, ou ainda Ciclope e Jean Grey. Porém, existe um casal específico que realmente transformou a forma como os leitores enxergam relacionamentos dentro daquele universo.
Trata-se de Monstro do Pântano e Abby Arcane.
Escritor revolucionário redefiniu relação clássica
Monstro do Pântano e Abby Arcane sempre representaram a clássica história de monstro apaixonado. Ele era a criatura, ela a beleza, e o tio maligno dela fazia de tudo para separar aquele casal. Os dois eventualmente construíram vida juntos em Huma, Louisiana, através do trabalho de Alan Moore. Foi justamente naquela fase clássica dos quadrinhos, escrita por Moore, que a relação alcançou seu ápice criativo.
Aquele trabalho específico de Moore mudou os quadrinhos para sempre em diversos aspectos. Isso incluiu a criação daquilo que seria a melhor história de amor já contada no meio. A relação entre Monstro do Pântano e Abby transformou um monstro que se acreditava humano em algo genuinamente humano através daquele vínculo afetivo.
Revelação transformou completamente o significado do vínculo
Interesses amorosos desempenham papel importante nos quadrinhos de super-heróis, humanizando personagens poderosos demais para parecerem reais. Abby sempre representou o elo de Monstro do Pântano com o mundo humano que Alec Holland um dia fez parte. Moore, porém, revelou que o personagem jamais havia sido realmente Holland, mas sim planta senciente que absorveu suas memórias e acreditava ser ele.

A revelação poderia ter destruído completamente a conexão entre os dois personagens, mas Abby permaneceu tão importante quanto antes, talvez ainda mais. O segundo grande arco daquela fase construiu lindamente aquele amor mútuo. Tudo culminou em um dos momentos mais bonitos já vistos no meio. Ambos finalmente descobriram forma de compartilhar intimidade física através de alucinógeno criado especificamente para aquele propósito.
Poucos criadores capturaram tão bem aquela intimidade
Raros roteiristas conseguiram capturar a dinâmica de um casal com tanta habilidade quanto Moore. Os momentos mais marcantes daquela fase muitas vezes eram simplesmente cenas tranquilas dos dois compartilhando instantes ternos no pântano, longe de qualquer conflito grandioso. A suposta morte do personagem em determinado arco específico é genuinamente comovente, com Moore capturando o desespero de Abby de forma visceral.
O DCU atual também já sinalizou planos para revisitar aquele personagem específico através de novo longa-metragem em desenvolvimento. Aquela relação construída por Alan Moore permanece como referência absoluta. Ela é capaz de superar praticamente qualquer outro romance já retratado dentro do universo dos super-heróis.




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