Morre Michael Gray, o Billy Batson da série original do Shazam, aos 75 anos

Andre Luiz

Publicidade

Morreu, aos 75 anos, o ator Michael Gray. O intérprete do jovem Billy Batson na série do Shazam! dos anos 70 faleceu no último dia 16 de outubro, em Palm Desert, na Califórnia.

Nascido em Chicago em 2 de setembro de 1951, Gray cresceu em Miami Beach e se mudou para Los Angeles para estudar atuação. Nos anos 1970, virou ídolo adolescente e estampou revistas voltadas ao público jovem. O primeiro crédito na televisão foi em Room 222, em 1969, e ele ainda apareceu em um episódio de 1973 de A Família Sol, Lá, Si, Dó, como o namorado de Marcia.

O grande papel veio em 1974, com Shazam!, primeira série não animada da Filmation. Gray viveu Billy Batson ao longo de três temporadas e 28 episódios, enquanto o então Capitão Marvel adulto foi interpretado primeiro por Jackson Bostwick e depois por John Davey. O nome da série, aliás, tem uma explicação curiosa: o Ei Nerd lembrou que a DC precisou rebatizar o herói como Shazam! nos anos 1970 depois que a Marvel ameaçou processá-la.

As palavras do próprio ator

Gray atribuía à série o início da carreira. Na Comic-Con de San Diego, ele resumiu a experiência de bastidores.

Foi divertido e exaustivo, desafiador e emocionante, tudo ao mesmo tempo.

Michael Gray em Shazam: Fúria dos Desues – Reprodução/Warner Bros.

Ele completou dizendo que foi realmente um programa emocionante de trabalhar. Em 2012, ao falar do carinho dos fãs que o procuravam em convenções, o ator foi ainda mais direto.

Vocês me ajudaram a atravessar a vida Eu não sabia que o programa tinha tanta força e poder naquela época.

Uma ponte entre duas gerações

Depois da série, Gray fez uma pausa na carreira de ator, mas manteve contato com o público ao participar de convenções. Décadas mais tarde, voltou ao universo do herói em Shazam! Fúria dos Deuses, em uma participação rápida como um homem na rua que cruza com o personagem de Zachary Levi. O Ei Nerd já noticiou que Levi defendeu essa sequência em novembro de 2025.

O caso de Gray mostra como um papel de infância pode atravessar décadas. Para os fãs, a perda marca o fim de uma ligação direta com a primeira versão do herói em carne e osso, antes de qualquer superprodução. Já para a DC, a trajetória reforça que o personagem tem uma história muito mais longa do que as bilheterias recentes sugerem.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também

ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA