O reboot da Mulher-Maravilha ainda está em desenvolvimento, mas já dá sinais de que vai evitar um problema comum nos filmes de super-heróis.
Dentro do novo DCU, o universo cinematográfico comandado por James Gunn, a heroína deve chegar com forte ligação a outras produções. Essa aposta na coesão responde diretamente a uma das maiores reclamações recentes contra a concorrente Marvel.
O problema que a DC quer evitar
Nos últimos anos, parte do público apontou uma perda de coesão no Universo Cinematográfico Marvel. Com tantos filmes e séries lançados em ritmo acelerado, ficou cada vez mais difícil acompanhar como tudo se conecta. É justamente esse erro que o DCU parece disposto a contornar, sem cair na armadilha oposta de deixar todas as obras iguais.
A solução passa por um nome em especial: a roteirista Ana Nogueira. Ela é a responsável por escrever o filme da Supergirl, o longa dos Jovens Titãs e também a nova Mulher-Maravilha. Com uma única autora cuidando de vários projetos importantes, a tendência é que essas histórias compartilhem uma identidade comum, reforçando a sensação de que pertencem ao mesmo mundo.
Importante destacar que a meta não é tornar tudo igual. A ideia é preservar o que cada produção tem de único, como o terror de Cara-de-Barro ou o tom mais voltado à ficção científica de Supergirl, enquanto garante um fio condutor entre elas.

Esse equilíbrio é visto como essencial para que o público sinta que assiste a partes diferentes de um mesmo universo.
Por que a demora pode ser boa para a heroína
Curiosamente, o fato de a Mulher-Maravilha estrear mais adiante na linha do tempo do DCU pode ser positivo. Em vez de a personagem ser o primeiro trabalho de Nogueira no universo, ela chega às mãos de alguém que já acumula experiência com a franquia.
Dessa forma, a roteirista terá uma visão mais ampla de como encaixar a Amazona no panorama geral, evitando decisões precipitadas.
Os fãs, aliás, já tiveram uma prévia do que esperar. A série animada Creature Commandos apresentou a vilã Circe, dando uma pista do tipo de ameaça que Diana Prince deve enfrentar no dia a dia. Ainda assim, atualizações maiores sobre o projeto seguem escassas, o que apenas alimenta a ansiedade do público.
Mulher-Maravilha é prioridade no DCU
Apesar da espera, James Gunn já garantiu que a heroína é peça-chave nos planos do estúdio. Em entrevista à revista Rolling Stone, o chefe da DC Studios foi direto ao comentar o futuro da personagem e do Batman:
Nós realmente precisamos da Mulher-Maravilha e realmente precisamos do Batman, porque eles são muito importantes para nós.
A cautela faz sentido. Afinal, o terceiro filme da heroína com Gal Gadot acabou engavetado após a chegada de Gunn, marcando o fim de uma era e o início de outra.

Vale lembrar que a Mulher-Maravilha integra a chamada Trindade da DC, ao lado de Superman e Batman, e que o primeiro filme solo da personagem, lançado em 2017, foi um enorme sucesso de crítica e bilheteria. Já a sequência, Mulher-Maravilha 1984, ficou bem abaixo das expectativas.
Agora, com uma nova atriz a caminho e um plano mais conectado, a DC tenta acertar justamente onde antes patinou. Não por acaso, o estúdio vem estruturando o DCU com várias produções interligadas. Se a estratégia funcionar, e se Supergirl emplacar nas bilheterias, o caminho da Mulher-Maravilha promete ser bem mais sólido do que no passado.





Seja o primeiro a comentar