Existem muitas razões pelo qual fãs do mundo inteiro se apaixonam pela Robin. Dos mais complexos aos mais ordinários. O motivo que faz Nico Robin ser uma das personagens favoritas dos fãs de ‘One Piece’ não é só a sabedoria ou a elegância. É a personalidade única que fez muita gente olhar para ela e pensar: peraí, essa é o “Demônio de Ohara”?
O genial está no contraste: alguém tratada como ameaça ao status quo do mundo, uma das maiores que existem, e que, no fundo… é só uma garota. (Alerta de spoilers.)
A garota que teve o mundo apagado e aprendeu a rir no meio da tragédia
A história da Robin é daquelas que quebram o coração. Ela nasceu em Ohara, uma ilha de estudiosos, e aos 8 anos já era considerada uma prodígio da arqueologia. Quando o Governo Mundial descobriu que os estudiosos pesquisavam o Século Vazio, ordenou um Buster Call e destruiu a ilha inteira.
Robin foi a única sobrevivente, recebeu uma recompensa de 79 milhões de berries e passou a viver fugindo, sozinha, por mais de 20 anos. Para a história política da obra, uma perseguição que apagou uma família inteira.

É nesse cenário que entra Jaguar D. Saul, um gigante e ex-vice-almirante que ajudou na fuga e deixou um ensinamento que ela levou para a vida: sorrir no meio da tragédia. À primeira vista, parece loucura: tudo desaba, a vida vira um inferno, e um gigante (meio doido) pede para a criança rir.
Mas o gesto era uma medida de emergência: para não enlouquecer, era melhor rir enquanto chorava. Os fãs lembram que, na cena de Ohara, Robin tenta rir e acaba chorando, e esse contraste diz tudo. Para muita gente, o carinho pela personagem cresce aos poucos e se consolida em Enies Lobby, quando ela grita que quer viver.
O que a ciência (e o Dale Carnegie) dizem sobre sorrir

Existe uma comparação improvável: o livro ‘Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas’, de Dale Carnegie, que vendeu dezenas de milhões de cópias no mundo. Em um dos capítulos, Carnegie defende que sorrir é algo de muito valor, porque transmite mais do que qualquer palavra.
Só que o ponto mais interessante vem da psicologia: a hipótese do feedback facial, segundo a qual a emoção acompanha a expressão. Uma meta-análise de 2019, que reuniu 138 estudos e mais de 11 mil participantes, concluiu que a expressão facial influencia, sim, a emoção, mas o efeito é pequeno e variável. Em 2022, um estudo com 26 laboratórios e quase 3.900 participantes em 19 países (o Many Smiles) mostrou que forçar um sorriso pode trazer um pequeno aumento na sensação de felicidade.

Os próprios pesquisadores avisam que o sorriso não é uma cura, e que sorrir de forma repetida ou obrigatória pode até reduzir o bem-estar. É exatamente o que a Robin viveu: sorrir à força para dar conta da dor, mesmo que isso só diminua um pouquinho o que ela sentia.
Por muitos anos, ela sorriu de forma falsa para SOBREVIVER, escondida entre piratas e criminosos. Até que um bando de vagabundos, os Chapéus de Palha, chegaram, enfrentaram o mundo inteiro por ela e ensinaram a Robin a sorrir para VIVER.






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