“O Fantástico Jaspion”: Editora Mozu lança guia visual definitivo sobre o herói da Manchete

Cheyna Corrêa

Uma das maiores lendas da cultura pop japonesa no Brasil acaba de ganhar um registro histórico à sua altura. Após uma campanha de financiamento coletivo estrondosa no Catarse, a Editora Mozu lançou oficialmente o livro O Fantástico Jaspion – Guia Visual Definitivo.

A publicação foi totalmente inspirada nos icônicos mooks (revistas-livro) de tokusatsu publicados no Japão. O item chega ao mercado em formato de luxo: capa dura, 176 páginas em papel encorpado e acabamento gráfico premium, consolidando-se como um item obrigatório para colecionadores e órfãos da saudosa TV Manchete.

Reprodução/Editora Mozu

Radiografia completa: Dos 46 episódios aos bastidores do “fracasso”

O guia promete passar a limpo cada detalhe técnico e artístico da produção da Toei Company de 1985. Ao longo de suas páginas, o leitor vai encontrar fichas detalhadas sobre:

  • Universo da série: Análises de todos os 46 episódios, monstros gigantes (daikaジュ), robôs, armas e veículos.
  • Trilha sonora e design: Curiosidades sobre a icônica identidade musical e os conceitos visuais das armaduras.
  • Entrevistas exclusivas: Depoimentos de atores e profissionais da equipe original japonesa que revelam a realidade dos bastidores e respondem a mitos históricos — como o famoso rumor de que a série teria fracassado em sua terra natal.
Reprodução/Editora Mozu

A “Jaspionmania” e o impacto cultural no Brasil

Mais do que documentar a série em si, o livro funciona como uma verdadeira máquina do tempo para quem viveu a virada dos anos 80 para os anos 90 no Brasil. A obra traz entrevistas exclusivas com dubladores brasileiros, diretores de licenciamento e fabricantes de brinquedos da época para explicar como um herói japonês desconhecido se transformou em uma febre sem precedentes.

O guia resgata a avalanche de produtos que invadiu o mercado nacional, incluindo fitas VHS da Everest Vídeo, discos de vinil, chicletes, roupas, os famosos bonecos de plástico da Glasslite e as primeiras revistas em quadrinhos nacionais.

Vale lembrar que o sucesso estrondoso de Jaspion foi o grande responsável por abrir as portas do mercado brasileiro para o consumo de produções nipônicas em massa. Sem o Campeão da Justiça, dificilmente o país teria vivenciado fenômenos posteriores como Changeman, Flashman e a explosão dos animes liderada por Os Cavaleiros do Zodíaco em 1994.

Reprodução/Editora Mozu

Você chegou a ter o boneco clássico do Jaspion na infância ou conheceu o herói mais tarde através de reprises e da internet?

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