A nova aventura de Din Djarin e Grogu nos cinemas trouxe uma surpresa encantadora. E ela não envolve os protagonistas do título.
O filme “O Mandaloriano e Grogu” marcou o tão aguardado retorno de Star Wars aos cinemas, o primeiro em sete anos. Dirigido por Jon Favreau, o longa entrega uma aventura digna da telona para o Din Djarin de Pedro Pascal e seu filho adotivo.
No entanto, a maior surpresa do longa pode não estar exatamente na dupla principal. A grande sensação é uma amizade inesperada que conquista o público em quase todas as cenas em que aparece.
Atenção: este texto contém spoilers leves sobre o filme.
A amizade entre Grogu e Rotta, o Hutt

A relação de pai e filho entre Din e Grogu segue sendo um dos pilares de Star Wars, e o cinema só fez essa dinâmica crescer. Porém, foi a nova conexão entre Grogu e Rotta, o Hutt, que roubou a cena. Sem dúvida, esse é um dos vínculos mais cativantes da era moderna da franquia.
Na trama, Din Djarin recebe a missão de devolver Rotta a Nal Hutta. A dupla acaba encontrando o filho de Jabba lutando como gladiador em uma das luas de Shakari. Rotta não está nem um pouco animado para voltar aos cuidados de seus cruéis tio e tia, conhecidos como “Os Gêmeos”, que contrataram Djarin por meio da Nova República. Ainda assim, Rotta e Grogu se tornam amigos de imediato.
Apesar do tamanho intimidador e da reputação temível do Hutt, Grogu não demonstra o menor medo. Da mesma forma, Rotta faz questão de não seguir os passos do pai. Em vez de querer ser temido, ele escolhe a gentileza e o desejo de ser amado.
Quem é Rotta, o Hutt?
Parte do encanto dessa amizade vem do próprio passado de Rotta dentro de Star Wars. Muito antes de Grogu estrear, em 2019, era Rotta quem ocupava o posto de “bebê” mais famoso da galáxia, ainda que bem menos fofo que o pequeno verdinho.
O “bebê” original de Star Wars

Os fãs conheceram o filho de Jabba, o Hutt, lá em 2008, no filme “Star Wars: A Guerra dos Clones” (Star Wars: The Clone Wars). Na ocasião, o pequeno Hutt, apelidado de “Fedido”, havia sido sequestrado pelas forças separatistas ainda bebê. Ele era central na trama, com Anakin Skywalker e Ahsoka Tano resgatando a criança e a devolvendo ao pai.
De certa forma, o pequeno Rotta cumpriu um papel que Star Wars aperfeiçoaria anos depois com Grogu. Por isso, reencontrá-lo agora, lado a lado com o queridinho da nova era, torna tudo ainda mais especial.
Por que essa dupla funciona tão bem
O mais impressionante é que estamos falando de um alienígena totalmente em CGI ao lado de um boneco animatrônico. Mesmo assim, a química entre os dois é surpreendentemente divertida e emocionante. Há momentos memoráveis, como a brincadeira no oceano perto da Base Adelphi e o amor compartilhado por biscoitos azuis.
Talvez a cena mais adorável seja Grogu e Rotta dormindo na Razor Crest, enquanto Din Djarin e Zeb capturam um senhor da guerra Imperial. A criança dorme em cima do Hutt, bem maior que ela, em uma composição que lembra “Meu Amigo Totoro” (My Neighbor Totoro). Não à toa, Rotta parece enxergar em Grogu um reflexo de si mesmo, já que ambas as espécies vivem por muito tempo.
A aposta nessa dupla mostra que a franquia segue sabendo criar personagens cativantes além dos protagonistas. Afinal, transformar um antigo coadjuvante esquecido em uma das maiores atrações do filme não é tarefa simples. Dessa forma, a Lucasfilm prova que ainda há muito a explorar em seu vasto universo.
Em resumo, Grogu e Rotta entregam um dos encontros mais carismáticos de Star Wars nos últimos anos. Para quem quer relembrar as expectativas em torno do longa, vale conferir nossa matéria sobre como o filme prometia corrigir erros da 3ª temporada. “O Mandaloriano e Grogu” está em cartaz nos cinemas, distribuído pela Lucasfilm.
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