O Senhor dos Anéis: as cenas favoritas de J.R.R. Tolkien na história

Andre Luiz

O Senhor dos Anéis segue sendo uma das maiores histórias de fantasia e aventura já escritas, repleta de cenas que se tornaram icônicas para gerações de leitores. Mas, entre tantos momentos memoráveis, quais eram os preferidos do próprio criador, J.R.R. Tolkien? A resposta surgiu de um documento antigo e pode surpreender.

A carta que revelou o segredo

Recentemente, alguns escritos e cartas de Tolkien voltaram a circular entre os fãs, encontrados em arquivos online. Em uma carta de 1967, enviada à redação do jornal Daily Telegraph, o autor compartilhou quais eram suas duas passagens favoritas da obra.

Curiosamente, ele comentou que as escreveu há tanto tempo que as relia quase como se tivessem sido criadas por outra pessoa.

As escolhas foram o fim do capítulo “Lothlórien” e o momento das trompas de Rohan soando ao amanhecer, durante a grande batalha final.

O que acontece no capítulo “Lothlórien”

Como o título indica, o capítulo se passa depois que a Sociedade do Anel deixa as Minas de Moria, ao alto custo da queda de Gandalf em seu confronto com o Balrog. O grupo então segue rumo à mística floresta dos Elfos, Lothlórien, onde encontrará Galadriel.

O Senhor dos Anéis
Galadriel nos filmes – Reprodução/New Line Cinema

Quem só conhece o filme A Sociedade do Anel, de Peter Jackson, não viu a versão completa dessa jornada. No livro, a entrada na floresta é bem mais delicada: os Elfos exigem que o anão Gimli seja vendado, por desconfiança, e a Sociedade precisa se esconder de orcs e de Gollum pelo caminho.

O que provavelmente mais tocou Tolkien, porém, foi o desfecho. Aragorn defende que toda a Sociedade seja vendada, em solidariedade a Gimli, e o grupo é finalmente recebido sem qualquer discriminação por Celeborn e Galadriel. O capítulo se encerra com os personagens contemplando a beleza de Lothlórien.

Para entender como tudo isso se conecta na linha do tempo, vale conferir nosso guia com a ordem cronológica certa para maratonar a saga.

As trompas de Rohan ao amanhecer

A segunda cena favorita do autor faz todo o sentido. Trata-se da Batalha dos Campos de Pelennor, o confronto decisivo da saga, que também serve de clímax para o terceiro filme, O Retorno do Rei. Ali, os reinos sobreviventes dos homens se unem para defender a cidade branca de Minas Tirith do cerco de Sauron.

No livro, no momento mais desesperador, quando o inimigo está prestes a romper as defesas da cidade, um galo canta ao longe enquanto o sol nasce. É então que se ouvem as trompas dos cavaleiros de Rohan ressoando sobre as colinas, anunciando a chegada do rei Théoden e seus guerreiros.

O Rei Théoden comanda a cavalaria de Rohan – Reprodução/New Line Cinema

Para Tolkien, este é um dos momentos mais épicos e esperançosos de toda a história.

Por que essas escolhas importam

As duas passagens revelam muito sobre a alma da obra de Tolkien: mais do que as grandes batalhas, o autor valorizava os momentos de superação do preconceito, de união e de esperança recompensada. Não à toa, as trompas de Rohan se tornaram um símbolo de fé renovada para os fãs da Terra-média.

A boa notícia é que esse universo continua se expandindo nas telonas. O próximo grande capítulo será O Senhor dos Anéis: A Caçada por Gollum, e os fãs já se animam com o retorno de Elijah Wood como Frodo ao projeto, mantendo viva a chama da obra criada por Tolkien.

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