O remake de “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” chega ao Switch 2 em 5 de novembro. Para muita gente, essa será a primeira chance de conhecer um dos jogos mais aclamados da história. Preparamos um guia com tudo o que você precisa saber antes de encarar a aventura de Link.
A história: um herói, duas linhas do tempo

Em “Ocarina of Time”, você controla Link, um garoto criado na Floresta Kokiri que descobre estar destinado a algo muito maior. A jornada começa quando a Árvore Deku, entidade guardiã da floresta, alerta o herói sobre uma ameaça sombria se aproximando de Hyrule.
Essa ameaça tem nome: Ganondorf. O vilão nasceu entre as Gerudo, uma raça do deserto formada apenas por mulheres, onde o nascimento de um homem é uma raridade que define o líder da tribo. Seu objetivo é reunir as três partes da Triforce, relíquia divina criada pelas deusas que moldaram o mundo do jogo, para dominar todo o reino.
A viagem no tempo é o coração do jogo
A grande sacada de “Ocarina of Time” está na passagem de tempo. Em determinado momento da história, Link remove a Master Sword do pedestal do Templo do Tempo. A cena marca um salto de sete anos, e o jogador passa a controlar a versão adulta do herói.
Isso não é só um detalhe de roteiro: é mecânica central. Vários quebra-cabeças do jogo exigem alternar entre Link criança e Link adulto, aproveitando as habilidades e os acessos diferentes de cada versão. O Templo dos Espíritos, por exemplo, só pode ser completado usando as duas fases da vida do personagem.
Dungeons, túnicas e itens clássicos

As dungeons são o prato principal de qualquer “Zelda”, e aqui não é diferente. Ao longo da aventura, Link explora templos temáticos repletos de puzzles, inimigos e chefes marcantes, como o Templo da Floresta, o Templo do Fogo e o Templo da Água.
Para vencer esses desafios, o herói coleta itens ao longo do caminho, incluindo gancho, marreta e bumerangue. Também existem túnicas especiais: a azul, dos Zoras, permite respirar debaixo d’água, enquanto a vermelha, dos Gorons, protege do calor extremo. Vale ainda ficar de olho nas Great Fairies, fadas gigantes espalhadas pelo mapa que concedem poderes extras a Link.
O que o remake muda em relação ao original
A versão de Switch 2 mantém a estrutura do clássico de 1998, mas moderniza a experiência em vários pontos. O jogo ganhou controles de câmera tradicionais, botão dedicado de pulo e uma esquiva em corrida, além de visual completamente refeito e trilha sonora orquestral.
Outra novidade importante é a possibilidade de trocar equipamentos em tempo real. No original, itens como as botas de ferro exigiam pausar o jogo e abrir o menu a cada uso. Agora, a troca acontece de forma dinâmica durante a exploração. O remake também adiciona um diário de missões, que ajuda a lembrar o próximo objetivo, algo que o jogo de Nintendo 64 nunca deixava muito claro.
Por fim, as cutscenes agora são totalmente dubladas, incluindo dublagem em português brasileiro. É a primeira vez que a franquia recebe esse tratamento por aqui, e a quantidade de cenas também aumentou em relação ao original.
Nada de pressa: jogue no seu ritmo
“Ocarina of Time” é um jogo de exploração antes de tudo. Conversar com os moradores, pescar, cavalgar com a égua Epona e caçar segredos pelos cantos de Hyrule faz parte da experiência tanto quanto as dungeons. A coruja Kaepora Gaebora, inclusive, funciona como um sistema de viagem rápida para facilitar os deslocamentos.
O remake chega em 5 de novembro, exclusivamente para o Nintendo Switch 2, como parte das comemorações dos 40 anos da franquia. Para quem nunca teve contato com o clássico, essa é provavelmente a porta de entrada mais completa e acessível já criada para uma das aventuras mais importantes da história dos videogames.






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