One Piece: Eiichiro Oda comenta especial com heroínas

Andre Luiz

Costuma ser raro ver Eiichiro Oda promovendo projetos paralelos de One Piece. Foi o que aconteceu, porém, com One Piece: Heroines, episódio especial exibido em 5 de julho e disponibilizado na Netflix uma semana depois.

O autor recomendou a produção no espaço que ocupa semanalmente na revista Weekly Shonen Jump.

A mensagem que o autor deixou na revista

A cada edição, os mangakás que assinam capítulos naquela semana escrevem um bilhete curto, publicado apenas na versão distribuída no Japão.

Esses comentários não acompanham os capítulos liberados para o público internacional. A editora Viz Media, porém, mantém uma seção dedicada a traduzi-los. Foi ali que apareceu o recado do criador, na edição de 26 de julho:

Assisti a One Piece: Heroines com a minha filha, e ela adorou. Fico feliz que a produção esteja agradando às meninas. Deem uma olhada, por favor.

Do que trata o episódio derivado

A produção tem cerca de vinte minutos e se passa no mesmo mundo do mangá, com tom bastante distinto da aventura principal. Não há batalhas nem perseguição a tesouros.

O material de origem é um romance oficial escrito por Jun Esaka, com ilustrações de Sayaka Suwa, publicado em dois volumes. Cada volume traz quatro capítulos dedicados a uma personagem feminina diferente, além de um capítulo extra centrado em Nami e Robin.

One Piece Heroines
One Piece Heroines – Divulgação / Fuji TV

A história escolhida para a adaptação

O episódio adapta livremente o trecho protagonizado por Nami. Nele, a navegadora entra em uma loja de sapatos de grife e encontra um par bonito, mas terrivelmente desconfortável. A conversa com a funcionária que a atende é o coração da história. Nami elogia o talento da moça e a incentiva a seguir caminho próprio, em vez de continuar trabalhando sob a assinatura de outra pessoa.

Houve ainda um ajuste em relação ao livro. Robin não aparecia naquele capítulo original, mas foi incluída na versão animada, já que o trecho dedicado à arqueóloga ficou de fora da adaptação.

Uma ressalva ajuda a calibrar a expectativa. Por se tratar de adaptação livre, o episódio não substitui a leitura do romance nem acrescenta informação ao cânone principal da história. Quem procura pistas sobre o desfecho da saga não vai encontrá-las ali.

Por que a aposta faz sentido agora

O momento explica bastante da decisão. O anime principal está mergulhado em um arco pesado e denso, com muita informação acumulada, o que dificulta a entrada de público novo. Um especial curto, leve e independente resolve esse problema sem mexer na trama central. A frase do autor sobre o episódio agradar às meninas aponta exatamente para essa intenção de ampliar o alcance da obra.

A estratégia não é inédita. Oda acompanha de perto as adaptações da franquia há anos. Ele costuma se manifestar publicamente quando aprova o resultado, prática que já apareceu na chegada da versão em live-action.

Onde acompanhar por aqui

O especial está disponível na Netflix. O anime tradicional segue na Crunchyroll, e o mangá é publicado no Brasil pela editora Panini. As duas informações aparecem reunidas em nossa cobertura sobre o elenco da adaptação em imagem real.

Curiosamente, Nami também virou ponto de atenção fora do anime. A atriz que a interpreta em live-action já descreveu o papel como realização de um sonho antigo. É mais um sinal do apelo que a personagem mantém.

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