Compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é pausada

Vinicius Miranda

A tentativa da Paramount de adquirir a Warner Bros. Discovery acaba de esbarrar em mais um obstáculo judicial. Depois de doze estados americanos entrarem com uma ação para impedir a operação, uma juíza da Califórnia concedeu uma vitória parcial ao grupo que move o processo.

A decisão: liminar de 14 dias

Na última segunda-feira, a juíza federal Araceli Martínez-Olguín, do Distrito Norte da Califórnia, determinou uma restrição temporária (TRO) sobre a fusão entre as duas empresas de mídia. A medida impede, por enquanto, que o negócio seja finalizado, enquanto a Justiça analisa os argumentos apresentados pelos estados de que a fusão prejudicaria a concorrência no setor.

A ordem tem validade de 14 dias. Durante esse período, a Paramount não poderá concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery. O próximo capítulo do caso já tem data marcada: uma audiência está prevista para 3 de agosto, na qual os estados vão pleitear uma liminar preliminar — decisão que, se concedida, poderia suspender a compra por tempo indeterminado até o fim do julgamento.

Por que os estados entraram na Justiça

O processo foi protocolado em 13 de julho pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, um dos principais nomes por trás da ofensiva contra o negócio. Em nota divulgada após a decisão, Bonta argumentou que a fusão reduziria a concorrência no mercado de mídia e defendeu que a concentração de poder nas mãos de poucos grupos tende historicamente a resultar em menos opções e serviços de qualidade inferior para o público. Segundo ele, a ação busca preservar um mercado livre e competitivo, capaz de sustentar uma indústria de cinema e TV saudável tanto para os profissionais do setor quanto para o público.

O tamanho do negócio em disputa

A operação em questão é a compra da Warner Bros. Discovery — que inclui a divisão de games, a Warner Bros. Games — pela Paramount, em um acordo avaliado em US$ 111 bilhões. Vale lembrar que o negócio já havia recebido sinal verde do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) em junho, o que não impediu que a coalizão de estados buscasse barrar a fusão por vias próprias, alegando riscos concorrenciais que, segundo eles, não teriam sido devidamente considerados.

Agora, o destino da fusão bilionária passa a depender do que for decidido na audiência de 3 de agosto, quando a Justiça californiana vai definir se o impasse se estende por mais tempo.

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