Phantom Blade Zero: a origem secreta da franquia

Vinicius Miranda

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O jogo de ação chinês chega aos holofotes como um suposto reboot, mas carrega uma história que começou em um RPG gratuito de 2010. Entenda a linha do tempo antes de encarar o Phantom World.

O Phantom Blade Zero é um dos lançamentos mais aguardados do ano, com estreia marcada para 29 de outubro no PS5 e no PC. A ambientação oriental, o combate dinâmico e o visual estiloso conquistaram muita gente, ainda que o jogo não seja o novo soulslike que parte do público esperava. O que pouca gente sabe é que o título da S-Game encerra o nome de uma franquia com mais de uma década de estrada. E a boa notícia é que ninguém precisa jogar os anteriores para entrar nessa.

Antes de Phantom Blade, existia Rainblood

Rainblood: Town of Death – Divulgação / S-GAME

A série nem sempre teve esse nome. Ela nasceu como Rainblood, com o RPG independente Rainblood: Town of Death, que chegou ao PC em 2010. O jogo é gratuito e foi criado no RPG Maker, ferramenta popular entre desenvolvedores independentes do gênero.

A história se passa em Pang, uma vila amaldiçoada por uma praga misteriosa que transforma pessoas em monstros. O jogador controla um protagonista sem nome, que investiga o caso. Esse herói, conhecido como Soul, aparece em todos os jogos seguintes da saga. O formato é o clássico dos RPGs indie: gráficos 2D com sprites e batalhas por turnos.

Rainblood 2 e o refinamento da fórmula

Rainblood 2: City of Flame – Divulgação / S-GAME

A sequência veio em 2011, também para PC. Rainblood 2: City of Flame mantém o estilo do original, só que mais polido.

Na trama, Soul retorna com menos de um mês de vida e precisa enfrentar a organização misteriosa do primeiro jogo, que agora domina uma cidade inteira. Há um porém: o título só está disponível oficialmente em chinês.

Mirage: a virada para a ação

Rainblood Chronicles: Mirage – Divulgação / S-GAME

O fechamento da trilogia chegou em 2013 com Rainblood Chronicles: Mirage, o primeiro jogo mais profissional da série, vendido até hoje na Steam.

Trata-se de um prequel, ou seja, a trama acontece antes dos dois anteriores. Ele também abandona os turnos e abraça a ação e aventura de rolagem lateral. A história explora as origens de Soul e dá destaque a um segundo personagem jogável, Zuo Shang, que já havia aparecido antes.

O renascimento como Phantom Blade

Phantom Blade: Executioners – Divulgação / S-GAME

Depois de Mirage, a franquia passou anos sem um título de peso no Ocidente e quase caiu no esquecimento, já que nunca foi tão popular fora da China. A volta por cima veio em 2023, quando a série ressurgiu com um novo nome internacional: Phantom Blade: Executioners.

Lançado de graça para iOS, Android, PS4 e PS5, o jogo leva os personagens para um mundo alternativo chamado Phantom World, onde várias culturas se misturam e criaturas são corrompidas por um poder maligno. Na jogabilidade, ele combina o RPG dos primeiros títulos com a ação de Mirage. É, na prática, o primeiro RPG de ação da franquia, com os mesmos padrões visuais de antes, só que evoluídos.

Afinal, Phantom Blade Zero é um reboot?

Phantom Blade Zero – Divulgação / S-GAME

Agora chegamos ao capítulo que leva a série ao mainstream. Phantom Blade Zero troca os gráficos cartunescos em 2D por um visual realista em 3D e se passa no mesmo Phantom World de Executioners. O protagonista segue sendo Soul, o mesmo de todos os jogos.

Por isso, o termo reboot pede aspas. O novo jogo não invalida os anteriores. O que ainda não ficou claro é se o “Zero” do título indica uma história de origem ou uma continuação de Executioners. De qualquer forma, ele funciona como porta de entrada: a maioria dos jogadores vai conhecer a franquia por ele.

A trajetória explica o carinho da S-Game pelo projeto. Uma série que nasceu como RPG gratuito de estudante e chegou a uma superprodução em Unreal Engine 5 é um caso raro na indústria. Para os fãs de longa data, Phantom Blade Zero é a consagração de Soul. Para os novatos, é a chance de entrar em um universo rico sem lição de casa. E, para o mercado, reforça a onda de grandes jogos de ação chineses que ganharam o mundo nos últimos anos.

E você, já conhecia a trilogia Rainblood ou vai começar direto pelo novo jogo? Conte para a gente nos comentários!

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