PlayStation 6 e Xbox Helix: Processadores entram em fase de produção, aponta rumor

Vinicius Miranda

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A corrida pela próxima geração de consoles de videogame acaba de atingir um marco crucial nos bastidores. Segundo novos relatórios da indústria, os chips (processadores) que vão alimentar os aguardados PlayStation 6 e Xbox Helix já atingiram o status de “taped out”. Mas o que isso significa na prática para o mercado?

No jargão da engenharia de hardware, quando um chip é considerado “taped out”, significa que o seu design final foi totalmente concluído, aprovado e enviado para as fábricas responsáveis pela construção e produção em massa. Com isso, a fase de arquitetura criativa está virtualmente encerrada. A partir desse ponto, é altamente improvável que ocorram mudanças significativas no projeto, a menos que uma falha severa de fabricação seja detectada nas linhas de montagem.

O salto gráfico colossal: 40 contra 56 teraflops

Divulgação: PlayStation

Além da confirmação do estágio avançado de produção das peças, o conhecido informante de hardware KeplerL2 compartilhou no fórum NeoGAF os supostos números de desempenho das novas máquinas. De acordo com o vazamento, o PlayStation 6 contará com um poder computacional de 40 teraflops. Por outro lado, a Microsoft supostamente assumirá a liderança de força bruta com o Xbox Helix batendo a marca de impressionantes 56 teraflops.

Para contextualizar a evolução tecnológica, o salto geracional proposto é gigantesco em relação às máquinas atuais da empresa. Hoje, o PlayStation 5 base opera com 10,28 teraflops e o recente PS5 Pro atinge 16,7. Já o ecossistema Xbox é liderado pelo Series X com 12 teraflops, seguido pelo Series S com apenas 4.

Teraflops definem o melhor console?

Em termos práticos, os teraflops medem o poder computacional teórico bruto de um hardware, indicando quantos cálculos matemáticos (e polígonos) a máquina consegue renderizar por segundo. No entanto, é fundamental destacar para a comunidade de jogos de videogame que números maiores no papel não garantem automaticamente uma performance superior na televisão.

O resultado prático dos jogos dependerá de uma complexa combinação de fatores, incluindo a velocidade da memória RAM, a eficiência do armazenamento SSD, a arquitetura interna do sistema e, principalmente, a capacidade dos estúdios de otimizarem os softwares para cada plataforma. Um console muito bem otimizado pode superar um hardware ligeiramente mais forte que sofra com gargalos estruturais.

Apesar do histórico de acertos do informante KeplerL2, todas essas especificações devem ser tratadas com cautela. Por enquanto, a Sony e a Microsoft mantêm silêncio absoluto sobre a data de lançamento ou as capacidades oficiais dos sucessores da atual geração.

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