A Nintendo oficializou um dos remakes mais aguardados da geração. Durante o Nintendo Direct de 9 de junho de 2026, a empresa revelou que “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” vai renascer no Nintendo Switch 2 ainda neste ano.
Para quem ama jogar Zelda, é a deixa perfeita para mergulhar na série antes do lançamento. Por isso, reunimos o que importa sobre o remake de “Ocarina of Time” e o motivo de a franquia seguir entre as melhores já feitas.
A novidade da Nintendo: o remake de “Ocarina of Time”

O anúncio encerrou meses de rumores. A Nintendo confirmou que se trata de um remake, e não de uma simples remasterização, com visual reconstruído e um novo modelo para o jovem Link.
O teaser tem pouco mais de um minuto e ainda não mostra gameplay. Mesmo assim, já entrega o tom: arte renovada, narração em off e a melodia da ocarina que batiza o jogo.
Segundo a Nintendo, o lançamento acontece em 2026, de forma exclusiva no Switch 2, com mais detalhes prometidos para os próximos meses. A empresa, no entanto, não revelou uma data fechada nem o estúdio responsável.
Vale lembrar que “Ocarina of Time” estreou no Nintendo 64 em 1998 e carrega nota 99 no Metacritic, marca que o coloca no topo dos jogos mais bem avaliados de todos os tempos.
Segundo a Nintendo, o clássico de Nintendo 64 volta repaginado para uma nova geração em 2026, exclusivamente no Nintendo Switch 2.
Esta não é a primeira vez que o título ganha sobrevida. Antes do remake, o jogo já havia recebido uma versão para GameCube, no início dos anos 2000, e o aclamado “Ocarina of Time 3D”, no Nintendo 3DS, em 2011.
A diferença agora é o peso simbólico do momento. Afinal, a franquia comemora 40 anos em 2026, e um filme em live-action está previsto para 2027.
Antes do lançamento, vale muito jogar os clássicos

Enquanto a data não chega, a melhor forma de matar a ansiedade é voltar para Hyrule. O catálogo da série é vasto e, felizmente, boa parte dele continua acessível em consoles atuais.
As versões aprimoradas de “Breath of the Wild” e “Tears of the Kingdom” para o Switch 2, por exemplo, chegaram com melhorias gráficas e novos recursos. Ou seja, dá para revisitar os grandes mundos abertos da franquia com qualidade de sobra.
Se a ideia é entender a evolução da série, comece pelos pilares. Cada geração trouxe uma reinvenção, e isso explica boa parte da longevidade de Zelda. Para se aprofundar, vale conferir nossa lista com os 10 melhores jogos da franquia The Legend of Zelda.
Os melhores jogos de Zelda para encarar agora

A trajetória da série rende uma maratona e tanto. Entre os destaques que ajudam a entender o legado de “Ocarina of Time”, estão: “The Legend of Zelda” (1986), o título que iniciou tudo; “A Link to the Past” (1991), referência absoluta do 2D; “Majora’s Mask” (2000), o mais ousado da série; e “The Wind Waker” (2002), com seu visual cel-shading atemporal.
A lista continua forte nas gerações seguintes. “Twilight Princess” (2006) apostou em um tom mais sombrio, enquanto “A Link Between Worlds” reinventou a fórmula clássica no 3DS. Por fim, a dupla “Breath of the Wild” (2017) e “Tears of the Kingdom” (2023) redefiniu o mundo aberto e levou a franquia a um novo patamar de liberdade. Para quem curte detalhes, separamos também os melhores easter eggs de Breath of the Wild.
O que “Ocarina of Time” mudou na indústria

Mais do que um grande jogo, “Ocarina of Time” foi um divisor de águas. Ele ajudou a definir como funcionariam os jogos de ação e aventura em três dimensões, numa época em que o 3D ainda engatinhava. A maior contribuição talvez seja o sistema de mira Z-targeting, que permitia travar a câmera em um inimigo e lutar com precisão. Esse recurso virou padrão da indústria.
O impacto é visível até hoje. O lock-on popularizado por Zelda aparece, de formas variadas, em sucessos como “Dark Souls” e “Red Dead Redemption 2”.
Além disso, o jogo trouxe botões sensíveis ao contexto, ciclo de dia e noite, cavalgadas com a égua Epona e uma mecânica de viagem no tempo. Todos esses elementos influenciaram gerações de desenvolvedores. Não à toa, Eiji Aonuma, um dos nomes ligados ao projeto original, hoje lidera a franquia.
Por que Zelda é uma das melhores franquias já feitas

O que torna Zelda tão especial vai além da nostalgia. A série combina exploração, quebra-cabeças engenhosos, trilha sonora marcante e uma sensação rara de liberdade. Cada novo título tenta reinventar a fórmula, em vez de repetir o que deu certo. Dessa forma, a franquia envelhece sem perder o frescor, algo que pouquíssimas séries conseguem.
Para o fã, o remake representa muito mais do que um relançamento. Trata-se de uma ponte entre gerações. Jogadores que cresceram com o Nintendo 64 reencontram um clássico, enquanto novatos descobrem a base de tudo o que veio depois.
Para a Nintendo, a aposta faz sentido comercial e estratégico. A empresa reforça o catálogo do Switch 2, aquece a celebração de 40 anos e prepara o terreno para o filme. Em outras palavras, todo mundo tende a sair ganhando.
O remake ainda vai chegar, mas Hyrule já te espera
O lançamento do remake de “Ocarina of Time” ainda não tem data fechada, e a expectativa só deve crescer ao longo de 2026. Enquanto isso, não falta motivo para colocar a Master Sword na mão.
Há décadas de aventuras à disposição, do calabouço mais antigo aos campos infinitos de Hyrule. Portanto, se você buscava o empurrão para finalmente jogar Zelda, ele acabou de chegar. Aproveite a espera explorando o reino que ajudou a moldar a história dos videogames.
Trailer oficial:




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