Pierre Coffin, criador e dublador das criaturas amarelas, revelou a origem improvável do idioma. Tudo começou com uma gravação improvisada e um truque de computador.
Poucos sons são tão reconhecíveis quanto a fala atrapalhada dos Minions. O responsável por quase todos eles desde Meu Malvado Favorito (Despicable Me), de 2010, é o cineasta e dublador francês Pierre Coffin, que finalmente explicou como nasceu o famoso “minionês”. Curiosamente, ele confessa que nem sempre consegue reproduzir a voz quando pedem.
O acaso por trás da voz dos Minions
Segundo Coffin, ele nunca esteve destinado a dublar os capangas amarelos. Durante o desenvolvimento do primeiro filme, uma linha do roteiro sugeria que as criaturas gritariam o nome de Gru, indicando que elas não eram mudas. Diante disso, ele procurou o produtor e chefe da Illumination, Chris Meledandri, para resolver a questão.
A primeira tentativa, feita por um profissional de sons, soou “muito robótica e estranha”. Coffin, que já trabalhava com comerciais e costumava gravar a própria voz apenas para marcar o tempo das cenas, resolveu improvisar. Ele soltou um monte de sons sem sentido, salpicados por palavras engraçadas iniciadas em “p”, como “pancake” (panqueca) e “panna cotta”.
Se você me pedisse para fazer a voz dos Minions agora, eu simplesmente não conseguiria.
O truque dos seis semitons
O segredo para transformar aquela balbúrdia na vozinha aguda que conhecemos foi um ajuste técnico. Coffin acelerou a gravação em seis semitons usando um plugin de computador e enviou o resultado para Meledandri. A resposta do executivo foi direta: por que ele mesmo não assumia o trabalho?
E assim os Minions ganharam voz. Na época, ninguém imaginava que aquela improvisação daria origem a uma das franquias mais lucrativas da animação, movimentando bilhões de dólares em bilheteria ao redor do mundo com filmes, spin-offs e produtos.
O guardião do ‘minionês’
Apesar do sucesso, dublar dezenas de personagens ao mesmo tempo em que dirige os filmes cobrou seu preço. Coffin relata que o processo é exaustivo e chegou a “fritar” seu cérebro, o que o levou a recusar a cadeira de diretor no segundo spin-off e em Meu Malvado Favorito 4. Ainda assim, ele faz questão de continuar como a única voz das criaturas.
Para o artista, ninguém mais conseguiria acertar o tom peculiar do idioma, que mistura balbucios infantis com pedaços de vários idiomas europeus. Ele se considera, com bom humor, o guardião oficial do “minionês”.
A volta com ‘Minions & Monsters’
O que trouxe Coffin de volta à direção foi uma ideia simples de Meledandri: um Minion decidido a fazer um filme. A proposta destravou sua criatividade e resultou em Minions & Monsters, o novo longa que acaba de estrear e é o terceiro solo dos amarelinhos, além de sétimo filme da franquia.
Ambientada na Hollywood dos anos 1920, em plena transição do cinema mudo para o falado, a aventura tem no elenco de vozes nomes como Jeff Bridges, Christoph Waltz e Jesse Eisenberg, além de uma participação especial do lendário cineasta George Lucas. O filme, aliás, herdou a data que seria de Shrek 5. E você, qual é a sua fala favorita dos Minions? Conte para a gente nos comentários!
Fonte: Variety






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