Os Rangers de Mighty Morphin Power Rangers voltaram à ativa nos gibis, reunindo o time original uma década depois de sua última missão juntos.
Só que, dessa vez, eles não são mais adolescentes com atitude: os heróis que retornam agora são jovens adultos lidando com problemas bem familiares para quem está na casa dos 20 e poucos anos. Um exemplo perfeito disso é a missão paralela que a trama reserva para Trini e Kimberly: a busca pela casa de aluguel perfeita.
Quando alugar um imóvel vira pesadelo
Só que, claro, a história não fica só nisso. Um monstro entra em cena: o Parastructionsite. O nome é complicado de pronunciar. Mas o design da criatura, somado ao papel que ela exerce como vilã e obstáculo para as Rangers Rosa e Amarela superarem, já garante seu lugar como uma adição e tanto à galeria de vilões da franquia.
A criatura por trás da casa dos sonhos
Essa casa dos sonhos… é um pesadelo. Essa é a proposta de Mighty Morphin Power Rangers #3, edição de Marguerite Bennett e Phillip Sevy focada em Trini e Kimberly. A história coloca à prova tanto a amizade das duas quanto o desejo delas de morar juntas.
O pesadelo em questão acaba sendo o Parastructionsite, uma entidade enorme parecida com um besouro faminto. Ele tem pinças ameaçadoras ao redor de uma boca babando cheia de dentes irregulares. Seus olhos são vermelho-sangue, e sua carapaça blindada carrega, literalmente, um conjunto habitacional inteiro nas costas.

Como o próprio nome sugere, o novo monstro é um organismo parasita. Também funciona como uma espécie de entidade poltergeist. E, de quebra, é uma versão exagerada daquele medo bem real de se mudar para a casa perfeita. O pesadelo é descobrir que ela está infestada pelos insetos mais nojentos que você já viu. É exatamente isso que faz dele um vilão perfeito para as Rangers já adultas dessa nova fase.
Em determinado momento, o monstro chega a gritar para Kimberly que ela deveria se distrair brigando com as amigas, numa tentativa clara de desviar a atenção da heroína. Trata-se de um monstro que se alimenta do estresse psicológico da vida adulta contemporânea, e entra em pânico quando suas vítimas percebem o truque.
Vale notar que, quando forçado a um confronto físico direto, ele mostra que também sabe se defender: a criatura só é derrotada com o esforço combinado dos Zords de Trini e Kimberly.

O vilão mais bizarro?
Ou seja, mesmo funcionando muito bem no nível metafórico, o monstro também representa uma ameaça de verdade. Ele é capaz de justificar uma cena de ação em grande escala. Esse é outro sinal positivo para quem acompanha os quadrinhos de Power Rangers: a nova série parece decidida a entregar tudo aquilo que a recente Power Rangers Prime deixou faltando.
Em Prime, o time reformulado mal havia começado a conquistar seus Zords quando a série chegou ao fim. Já Mighty Morphin não perde tempo enrolando com elementos clássicos como esse.
Os personagens são veteranos Rangers, então não é uma história de aprendizado do zero. O foco inicial da série está em reacostumar o grupo à rotina de vestir os uniformes, ao mesmo tempo em que enfrentam novos desafios pessoais. Na hora de morfar, eles não hesitam: pode até haver alguma ferrugem para tirar, mas ser Power Ranger nunca foi curva de aprendizado íngreme para esse grupo.
Fora do campo de batalha, porém, a história é outra, já que os personagens navegam pela vida adulta como qualquer pessoa. Esse equilíbrio entre nostalgia e crescimento também já rendeu bons momentos em outras produções da franquia. Um exemplo é o próprio crossover entre Power Rangers e as Tartarugas Ninja nos quadrinhos.
Isso reforça como o universo segue se expandindo além da TV, inclusive com rumores frequentes sobre um possível novo filme para os cinemas. Mighty Morphin Power Rangers #3 já está disponível nas bancas pela Boom! Studios.





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