Fim dos discos físicos pode indicar que PS6 chega em 2028, apontam analistas

Vinicius Miranda

A Sony pode ter deixado escapar uma pista importante sobre o futuro do PlayStation. Ao anunciar o fim da produção de discos físicos para jogos a partir de 2028, a empresa acabou reacendendo as especulações sobre quando o tão aguardado PlayStation 6 será lançado — e, segundo especialistas do setor, a resposta pode estar mais distante do que muitos torciam.

O que a Sony realmente anunciou

A novidade não trata diretamente do próximo console, mas de uma mudança logística: a partir de 2028, a fabricação de mídias físicas para novos títulos de PlayStation será encerrada. A decisão afeta diretamente o ecossistema atual da marca, incluindo o fechamento de lojas digitais ligadas a plataformas mais antigas, como PS3 e PS Vita.

Embora a Sony não tenha comentado nada sobre hardware de próxima geração, o momento escolhido para essa transição não passou despercebido pela comunidade e por quem acompanha o mercado de perto.

Por que isso aponta para 2028

Segundo reportagem do site Game File, o analista sênior da Ampere Analysis, Piers Harding-Rolls, conectou os pontos: caso a companhia realmente abandone os discos nesse período, é improvável que lance uma nova geração de consoles antes disso. Em suas palavras, “isso praticamente garante que o PS6 não chegará antes de 2028”.

A lógica por trás dessa leitura é simples: seria estranho — e comercialmente arriscado — a Sony encerrar a fabricação de discos justamente no momento de lançar um console novo que ainda dependesse fortemente dessa mídia. Faz mais sentido, do ponto de vista estratégico, que a mudança sirva como preparação para uma plataforma pensada desde o início para funcionar sem drive óptico.

Um PS6 sem leitor de disco de fábrica?

PlayStation 5 – Divulgação / Sony

Outro ponto que ganhou força com o anúncio é a possibilidade de a versão base do PS6 vir sem drive de disco integrado, seguindo um caminho parecido com o que já foi testado no PS5 com a versão “Digital Edition”. A diferença é que, dessa vez, a ausência do leitor poderia ser o padrão, e não apenas uma opção alternativa.

Esse cenário reforça a tendência de digitalização total que a indústria de games vem adotando nos últimos anos, mas também levanta uma série de dúvidas práticas.

As perguntas que ainda faltam responder

Com a possível ausência de disco físico, o principal questionamento dos jogadores gira em torno da compatibilidade retroativa. Como ficará o acesso a jogos físicos comprados para PS4 e PS5 em um console que talvez nem tenha entrada para discos? Até agora, a Sony não deu nenhuma pista sobre esse processo — nem mesmo confirmou oficialmente a existência do PS6.

Por enquanto, tudo o que existe são inferências baseadas em decisões de negócio já anunciadas, somadas a análises de especialistas do mercado. Uma posição oficial da Sony sobre a data de lançamento do PS6 e sobre o futuro dos discos físicos ainda não tem previsão para acontecer.

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