Red Dead Redemption 3 pode não ser continuação

Vinicius Miranda

Parte da comunidade defende que um novo jogo deveria abandonar a gangue Van der Linde de vez. A ideia é abrir espaço para protagonistas e temas inéditos no Velho Oeste.

Poucos títulos rendem tanta discussão quanto um possível Red Dead Redemption 3. A franquia da Rockstar tem poucos capítulos, mas conquistou um lugar de honra entre as séries de ação e aventura mais queridas dos games. Agora, com fãs sonhando com um anúncio, cresce um debate curioso: será que o próximo jogo precisa mesmo ser uma continuação direta? Para uma parcela do público, o ideal seria justamente o contrário, um recomeço do zero.

Rockstar ainda não anunciou nada

Antes de tudo, é importante frear as expectativas. Até o momento, a Rockstar não anunciou oficialmente Red Dead Redemption 3. Segundo os planos divulgados pela Take-Two, o jogo sequer aparece no cronograma de desenvolvimento até o ano fiscal de 2028. O foco total do estúdio está em GTA 6, previsto para 19 de novembro deste ano.

A matemática dos prazos reforça a paciência necessária. Como o desenvolvimento de um game da Rockstar costuma levar cerca de oito anos, analistas de mercado especulam que um eventual novo Red Dead só chegaria por volta de 2028, em cenários otimistas, ou já na década de 2030, em projeções mais cautelosas. Ou seja, qualquer conversa sobre enredo ainda é pura especulação.

O peso de suceder Red Dead Redemption 2

Red Dead Redemption 2 – Divulgação / Rockstar Games

O grande dilema é o tamanho do antecessor. Red Dead Redemption 2 é apontado por muitos como o auge da franquia e um dos melhores jogos já feitos, tendo superado 82 milhões de cópias vendidas, segundo dados de dezembro de 2025. Esse sucesso coloca uma pressão enorme sobre qualquer sequência.

Curiosamente, nem todos querem uma continuação. Em uma entrevista ao podcast de Lex Fridman, o cofundador da Rockstar, Dan Houser, demonstrou sentimentos divididos sobre o assunto.

Acho que, de certa forma, seria até mais triste se alguém desse continuidade a Red Dead, porque foi um arco coeso de dois jogos. (tradução livre)

Os caminhos que os fãs imaginam

Após as trágicas mortes de John Marston e Arthur Morgan, a pergunta que domina os fóruns é: quem assumiria o protagonismo? As teorias variam bastante. Alguns jogadores gostariam de acompanhar Sadie Adler em uma suposta jornada pela América do Sul, para onde ela teria ido após deixar a gangue. Outros preferem seguir Charles em sua viagem ao Canadá, mantendo um vínculo mais solto com o grupo.

Também circulam ideias de prequela, como explorar a juventude de Dutch e as origens da própria gangue Van der Linde. Há ainda quem defenda um protagonista totalmente inédito, uma eventual heroína pela primeira vez na série ou até uma perspectiva de povos nativos do Velho Oeste. Vale reforçar que nada disso foi confirmado pela Rockstar e permanece no campo do desejo dos fãs, muitos deles apaixonados pelo universo tão bem retratado em Red Dead Redemption 2.

Por que um recomeço pode fazer sentido

Para os defensores da renovação, a saga da gangue Van der Linde já contou tudo o que precisava. O argumento é que a Rockstar poderia se beneficiar ao se afastar da narrativa anterior, apostando em personagens e temas frescos. Afinal, o estúdio já fez algo parecido no passado: a franquia começou com Red Dead Revolver, em 2004, e mudou completamente de história e protagonista nos títulos seguintes.

Nessa visão, insistir apenas na gangue correria o risco de tornar a narrativa repetitiva, mesmo com o Velho Oeste oferecendo inúmeras possibilidades de personagens. Por outro lado, há quem prefira que Sadie ou Charles assumam o comando, ainda que o jogo abandone o conceito de redenção. Seja qual for o rumo, a expectativa de descobrir quem herdará o manto e quais temas serão abordados é o que mantém a chama acesa. Não à toa, tanta gente sonha até com adaptações do universo para outras mídias, como mostrou aquele famoso trailer de cinema feito por fãs.

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