Capcom já planeja como unir as duas linhas da franquia quando os remakes alcançarem os jogos mais recentes da série.
A Capcom já estaria pensando no próximo grande capítulo da estratégia envolvendo os remakes de “Resident Evil”. Jun Takeuchi, produtor executivo da franquia, revelou que o estúdio vem planejando uma espécie de conexão entre os remakes e os novos capítulos da série quando as duas linhas temporais eventualmente se aproximarem.
Nos últimos anos, a franquia passou a seguir dois caminhos paralelos. De um lado estão os jogos inéditos, como “Resident Evil 7”, “Resident Evil Village” e “Resident Evil Requiem”. Do outro, a Capcom trabalha em novas versões de capítulos clássicos, como “Resident Evil 2”, “Resident Evil 3” e “Resident Evil 4”.
Com “Resident Evil Code: Veronica” também recebendo um remake, a distância entre essas duas linhas começa a diminuir. Segundo Takeuchi, a Capcom já considera o que acontecerá quando os remakes alcançarem a época dos títulos numerados.
Capcom já prepara o encontro entre as duas linhas

Em uma revista japonesa comemorativa do aniversário da franquia, Takeuchi explicou que a estrutura atual de “Resident Evil” permite que os jogadores acompanhem simultaneamente o futuro da história e revisitem acontecimentos do passado.
A série atual de Resident Evil está sendo desenvolvida em duas frentes: os títulos numerados permitem que os jogadores acompanhem a história em andamento, enquanto a série de remakes permite que eles vivenciem o passado.
O produtor revelou que a Capcom já considera o momento em que os remakes alcançarão a mesma época dos jogos inéditos. Esse possível encontro entre as duas linhas é descrito pelo executivo como um “crossover”.
Algum dia, a série de remakes alcançará a era dos títulos numerados, e já estamos pensando no que faremos quando isso acontecer.
De acordo com Takeuchi, a preparação para esse cenário começou gradualmente por volta do desenvolvimento de “Resident Evil Village”.
“Resident Evil 7” iniciou a preparação

A estratégia, entretanto, não começou agora. Takeuchi considera “Resident Evil 7” um ponto de virada importante para a franquia justamente porque o jogo começou a estabelecer conexões mais cuidadosas com elementos do passado.
O produtor explicou que algumas dessas referências inicialmente foram inseridas como uma forma de agradar aos fãs. A reação do público, porém, teria sido maior do que a equipe esperava.
Uma das razões pelas quais consideramos o 7 um ponto de virada da série é que também foi o título em que começamos a trabalhar nesse tipo de preparação.
Os jogadores passaram a analisar essas referências e procurar significados que, segundo Takeuchi, nem sempre haviam sido revelados abertamente pela equipe de desenvolvimento.
A resposta levou a Capcom a ampliar essa estratégia em “Resident Evil Village” e, posteriormente, em “Resident Evil Requiem”.
Umbrella, Spencer e Raccoon City fazem parte do plano
As conexões mencionadas por Takeuchi envolvem alguns dos elementos mais importantes da mitologia de “Resident Evil”. Entre eles estão referências à Umbrella e a Spencer, nomes diretamente ligados aos primeiros capítulos da franquia.
Outro exemplo é o retorno de Raccoon City em “Resident Evil Requiem”. A cidade foi palco de alguns dos acontecimentos mais importantes da história da série e se tornou um dos símbolos da franquia.
Segundo Takeuchi, essas referências não aparecem simplesmente como nostalgia. Elas fazem parte de uma preparação para aproximar as diferentes fases da cronologia.
A aparição de nomes como Umbrella e Spencer, assim como o retorno de Raccoon City em Requiem, também fazem parte da preparação para um “crossover”.
Isso indica que a Capcom vem utilizando os jogos recentes para estabelecer pontes entre diferentes períodos da franquia. A estratégia pode ganhar ainda mais importância quando os remakes avançarem para títulos cronologicamente mais próximos da fase moderna.
Quais remakes ainda podem ser lançados?
Após os remakes de “Resident Evil 2”, “Resident Evil 3” e “Resident Evil 4”, a Capcom prepara o lançamento de “Resident Evil Code: Veronica”. Rumores também apontam para projetos envolvendo “Resident Evil 0” e o primeiro “Resident Evil”.
Se essa sequência de projetos realmente avançar, os capítulos principais que ainda não receberam novas versões incluem “Resident Evil 5” e “Resident Evil 6”.
Esses jogos são especialmente importantes para a cronologia porque representam uma etapa posterior da história de personagens e organizações que começaram a ser construídos nos primeiros títulos.
Por isso, o eventual desenvolvimento de remakes desses capítulos poderia aproximar ainda mais as duas linhas mencionadas por Takeuchi.
Por que “Code Veronica” é tão importante?
A escolha de “Resident Evil Code: Veronica” para receber um remake também reforça a estratégia da Capcom. Yoshiaki Hirabayashi, produtor responsável pela nova versão, explicou anteriormente que o estúdio considera o jogo tão importante quanto os títulos numerados da franquia.
Para nós, Code Veronica é tão vital e importante quanto um Resident Evil numerado.
A declaração ajuda a explicar por que a Capcom decidiu investir em uma nova versão de um capítulo que, apesar de não carregar um número no título, possui grande importância para a história da série.
O jogo original também possui personagens e acontecimentos relevantes para a cronologia, tornando sua atualização potencialmente importante para a estratégia de longo prazo da franquia.
O futuro de “Resident Evil” pode unir passado e presente
As declarações de Takeuchi não confirmam qual será exatamente o formato desse eventual crossover entre remakes e novos jogos de “Resident Evil”. A Capcom também não revelou quais títulos estarão envolvidos ou quando essa estratégia chegará ao seu ponto decisivo.
O que o produtor confirmou é que a empresa já pensa nesse momento e vem preparando conexões há alguns anos. “Resident Evil 7”, “Village” e “Requiem” fazem parte desse processo ao incorporar referências que dialogam diretamente com acontecimentos antigos.
Com os remakes avançando pela cronologia e novos jogos continuando a história, a franquia poderá chegar a um ponto em que passado e presente sejam explorados simultaneamente dentro de uma mesma estratégia narrativa.
Por enquanto, resta acompanhar como “Code: Veronica”, os possíveis próximos remakes e os futuros capítulos inéditos vão ampliar essas conexões. A declaração de Takeuchi mostra, porém, que a Capcom já está olhando para além do próximo remake e pensando na próxima fase da história de “Resident Evil”.



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