O aguardado reboot de Resident Evilnos cinemas promete uma abordagem ousada e diferente. O diretor Zach Cregger explicou por que os heróis Leon S. Kennedy e Jill Valentine não aparecerão no longa de 2026.
A decisão faz parte de uma estratégia para contar uma história de terror mais realista e independente da mitologia dos games da Capcom.
Um protagonista completamente original
Em vez de recorrer aos rostos conhecidos, o filme aposta em uma nova cara. A trama acompanhará Bryan, um mensageiro da área médica interpretado por Austin Abrams. Ele será uma pessoa comum, sem qualquer habilidade de combate, forçada a sobreviver a um surto viral repentino e devastador.
Dessa forma, a produção busca resgatar a atmosfera claustrofóbica de terror de sobrevivência dos jogos originais. Essa escolha muda completamente a maneira como o novo longa vai dialogar com a extensa mitologia da série de zumbis, criada há quase três décadas, algo bem diferente da proposta do reboot anterior, que reunia os protagonistas clássicos da franquia.
A justificativa do diretor Zach Cregger
O cineasta foi direto ao explicar sua decisão criativa. Em entrevista à revista Empire, Cregger afirmou que encaixar os personagens clássicos pareceria artificial dentro dessa história fechada. Para ele, a prioridade absoluta era a narrativa, e não o fã-serviço nostálgico.
Tentar forçar a entrada de qualquer um desses personagens pareceria pouco orgânico para esta história independente. Eu preciso colocar a trama em primeiro lugar. O conceito aqui é que seguimos um sujeito comum, sem nenhuma habilidade de combate e totalmente incapaz de sobreviver, alguém bem diferente do típico personagem de videogame.
Leon em Resident Evil 4 – Divulgação / Capcom
Por que essa decisão é acertada, mas arriscada?
Deixar os ícones de fora é a escolha certa, ainda que ousada. Afinal, desde o primeiro jogo, de 1996, a mitologia da franquia se tornou extremamente vasta e complexa. Personagens como Albert Wesker e Chris Redfield passaram por décadas de desenvolvimento, o que dificultaria muito sua introdução em uma história de origem enxuta.
Vale entender o dilema por trás dessa escolha. Tentar resumir trinta anos de tramas complexas poderia afastar o público geral, que desconhece a linha do tempo dos jogos. Ao mesmo tempo, os fãs mais antigos poderiam se cansar de longas explicações sobre fatos que já conhecem de cor.
Por outro lado, o texto reconhece que abandonar o apelo nostálgico é uma aposta de alto risco. Sem a segurança de adaptar um enredo já conhecido, o filme depende inteiramente da atmosfera e da visão do diretor. Felizmente, Cregger vem de grande prestígio no terror, após o sucesso de Bárbaro e do aclamado A Hora do Mal, o que também dialoga com a força atual das adaptações de Resident Evil em outras mídias.
Resta saber se essa ousadia vai conquistar o público. O novo Resident Evil chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. E você, curtiu a ideia de um herói inédito? Conte nos comentários!
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