Dirigido por Zach Cregger, o longa troca os super-soldados por um jovem comum chamado Bryan. O diretor promete uma experiência que funciona como uma única e frenética sequência de terror.
Os fãs de survival horror estão de olho no novo Resident Evil, que chega aos cinemas em setembro. A adaptação é dirigida por Zach Cregger, nome em alta no terror graças ao sucesso de Noites Brutais e A Hora do Mal. Por isso, a expectativa é de um otimismo cauteloso: há entusiasmo com o talento do diretor, mas também curiosidade sobre a ousada abordagem escolhida por ele. Afinal, este não será o filme que muitos imaginavam.
Um ‘Resident Evil’ com história inédita
Uma coisa já ficou clara: Cregger não pretende reler os games nem revisitar as adaptações anteriores. Em vez disso, ele quer contar uma história nova dentro do universo de Resident Evil. Elementos icônicos seguem presentes, como a cidade de Raccoon City e a maligna corporação de bioarmas Umbrella. Fora isso, porém, não espere muitas semelhanças diretas com a lendária série de videogames.
Segundo informações da produção, a trama se passa em paralelo aos eventos do surto de Raccoon City visto em Resident Evil 2, mas por uma ótica inédita. O longa é produzido pela Columbia Pictures e pela Constantin Film, com a participação da PlayStation Productions, e conta com Austin Abrams no papel principal, ao lado de nomes como Paul Walter Hauser, Zach Cherry e Kali Reis.
Bryan não é Leon nem Chris

A maior mudança está no protagonista. Em vez de super-soldados como Leon S. Kennedy ou Chris Redfield, acompanharemos um jovem comum chamado Bryan, um simples entregador da área médica. Para Cregger, esse caráter de “pessoa comum” é justamente o coração do filme.
A ideia é colocar o público na pele de alguém totalmente despreparado para o caos, sem qualquer habilidade de combate ou instinto de sobrevivência. O próprio diretor explicou o conceito de forma bem-humorada:
A ideia aqui é que estamos seguindo um sujeito comum. Não que ele seja burro, mas não é o típico personagem de videogame: não tem nenhuma habilidade de combate e é totalmente inapto para sobreviver. Bryan é um homem comum encarregado de uma espécie de missão sagrada. É como o Frodo indo para Mordor.
A comparação com O Senhor dos Anéis ajuda a entender a proposta. Tudo indica que Bryan se envolverá com forças muito maiores do que ele, precisando entregar algo a alguém para tentar conter o apocalipse que começa em Raccoon City. Em resumo, é um sujeito vivendo, literalmente, o pior dia de sua vida, algo com que o espectador facilmente vai se identificar.
Um filme como uma grande sequência
Cregger também revelou como pretende recriar o ritmo dos jogos nas telonas. Para ele, o filme funciona quase como uma única e gigantesca sequência de ação. Os sustos começam logo nos primeiros minutos e praticamente não dão trégua até o final.
Essa dinâmica é inspirada diretamente na estrutura dos games, em que o jogador avança de cenário em cenário, cada um com um desafio próprio. A intenção é justamente reproduzir essa sensação de correr por um verdadeiro corredor polonês de horrores, sempre em movimento. Detalhes visuais, como a câmera posicionada sobre o ombro do personagem, reforçam a homenagem à experiência de jogar.
A reação dividida dos fãs
Como era de se esperar, a proposta divide opiniões. Parte da comunidade certamente ficará decepcionada por não ver uma adaptação épica de Leon dizimando um vilarejo rural espanhol, cena clássica de Resident Evil 4 e seus inimigos apavorantes. Para esses fãs, a ausência dos heróis consagrados é uma perda considerável.
Por outro lado, muitos estão otimistas com a capacidade de Cregger de capturar no cinema o verdadeiro espírito de Resident Evil. Vale lembrar que a franquia tem um histórico irregular nas telonas. As produções anteriores nem sempre agradaram os fãs dos jogos, o que aumenta a esperança de que uma abordagem mais pé no chão, focada na tensão da sobrevivência, possa enfim acertar o tom.
Por que essa aposta pode dar certo
No fundo, a decisão de Cregger dialoga com o que fez a série brilhar nos consoles. O melhor de Resident Evil sempre esteve na sensação de estar sozinho, com poucos recursos e à beira do desespero, algo que jogos como Resident Evil 7 souberam resgatar. Colocar um herói vulnerável no centro da trama pode ser o caminho mais fiel a essa essência.
Ainda é cedo para saber se a aposta vai funcionar, mas os ingredientes são promissores. Com um diretor talentoso, um clima de terror genuíno e o respeito à mitologia dos jogos, o novo Resident Evil tem tudo para surpreender. A estreia está marcada para 18 de setembro.
E você, curtiu a ideia de um Resident Evil com um protagonista “homem comum”, ou sente falta dos heróis clássicos? Conta pra gente nos comentários.





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