A 25ª edição do Coachella provou o que muitos já sabiam: o festival respira o pop feminino. Em 2026, as mulheres não apenas participaram; elas ditaram o ritmo, a moda e os recordes do deserto. De apresentações viscerais sob o sol das 15h até produções dignas de Hollywood, o domínio foi absoluto, deixando claro que o evento hoje pertence às vozes femininas que revolucionam o gênero.
O espetáculo de Sabrinawood e a emoção de FKA Twigs
Sabrina Carpenter transformou o palco principal em “Sabrinawood”, um sonho cinematográfico repleto de referências a clássicos como Psicose e Dirty Dancing. Focada no álbum Man’s Best Friend, ela consolidou sua ascensão ao topo com um show que misturou nostalgia e futuro. No outro extremo emocional, FKA Twigs entregou vulnerabilidade pura durante “Cellophane”, lembrando que a presença de palco exige perfeição técnica e conexão real — algo que as mulheres do line-up entregaram sem hesitação.
O marco histórico, porém, ficou com Karol G, a primeira latina a ser headliner do festival. A colombiana celebrou suas origens com uma introdução bilíngue e uma mensagem poderosa de acolhimento cultural. No mesmo rastro de diversidade, o grupo BINI fez história como o primeiro das Filipinas no festival, apresentando o P-pop ao público global. Enquanto isso, o grupo Katseye debutou como quinteto devido ao hiato de Manon Bannerman, aproveitando o palco para anunciar o EP Wild.
Estética, recordes e o contraste com os headliners masculinos
A crítica não poupou Justin Bieber, cujo show minimalista e focado no passado contrastou com a inovação de PinkPantheress. A artista britânica entregou sua produção mais elaborada até agora, trazendo o hit “Stateside” e uma estética que influenciou diretamente os looks do público no deserto. Até quem não estava lá virou notícia: SZA utilizou as redes sociais para desmentir rumores de que substituiria Bieber, reafirmando que o burburinho em torno das mulheres é o que realmente movimenta o festival.
Abaixo, confira as obras e marcos que definiram o Coachella 2026:
- Man’s Best Friend: O álbum mais recente de Sabrina Carpenter que serviu de base para sua performance histórica.
- Wild: O novo EP anunciado pelas meninas do Katseye durante o segundo final de semana do festival.
- Homecoming: O documentário da Netflix que imortalizou a passagem de Beyoncé e ainda serve de referência para novas gerações.
- Fancy Some More?: O projeto de remixes de PinkPantheress que consolidou sua estética ultra-britânica no palco.
Com tantos momentos históricos protagonizados por mulheres nesta edição, você acredita que o Coachella finalmente aprendeu que o pop feminino é o verdadeiro motor do festival?



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