O astro de ‘Jurassic Park’ faleceu aos 78 anos, no último dia 13 de julho. Seu representante esclareceu as circunstâncias por meio de um comunicado à imprensa.
Dias após a família confirmar a partida de Sam Neill, novos detalhes sobre o falecimento do ator vieram a público. Eternizado como o paleontólogo Dr. Alan Grant na franquia Jurassic Park, o artista neozelandês morreu aos 78 anos. Agora, seu representante de longa data esclareceu a causa da morte, encerrando as especulações e prestando uma homenagem à trajetória do intérprete. Relembre a seguir os detalhes e o legado deixado por ele.
O que causou a morte do ator
De acordo com um comunicado do representante Philip Grenz, divulgado ao jornal The Independent, Sam Neill faleceu em decorrência de uma pneumonia. Segundo o texto, ele havia conversado com a família do ator para esclarecer os fatos aos fãs.
O comunicado também detalhou o histórico de saúde do artista. Antes de adoecer, Neill havia enfrentado e vencido um linfoma, um tipo de câncer no sistema linfático, graças a um tratamento inovador conhecido como terapia CAR-T. O procedimento teve êxito e, no início deste ano, o ator anunciou publicamente que estava em remissão.
Uma despedida discreta
Fiel à sua personalidade reservada, o ator será homenageado de forma íntima. Conforme o representante, a família realizará uma cerimônia memorial restrita aos familiares, em sua fazenda na Nova Zelândia, em data ainda não definida.
O comunicado reforçou o pedido de respeito à privacidade da família neste momento. Grenz revelou ainda que, mesmo durante seu último ano de vida, Neill se manteve ativo profissionalmente, tendo filmado quatro projetos que devem ser lançados nos próximos meses.
O eterno Dr. Alan Grant
Embora tenha construído uma filmografia de quase cinco décadas, foi como Dr. Alan Grant que Sam Neill conquistou gerações. O personagem estreou no clássico Jurassic Park (1993), de Steven Spielberg, baseado na obra de Michael Crichton.
O sucesso o levou a retornar em Jurassic Park III (2001) e, quase duas décadas depois, em Jurassic World: Domínio (2022), ao lado de Laura Dern e Jeff Goldblum. Mesmo com a franquia seguindo em frente, como mostramos ao noticiar a confirmação de um novo filme da saga, a marca de Neill permanece registrada na história do cinema.
Uma carreira para além dos dinossauros
Nascido na Irlanda do Norte em 1947 e criado na Nova Zelândia, o ator diversificou sua carreira entre produções independentes e grandes sucessos de Hollywood. Entre seus trabalhos de destaque estão A Caçada ao Outubro Vermelho (1990) e O Piano (1993), vencedor da Palma de Ouro em Cannes.
Ele também marcou presença na televisão, na aclamada série Peaky Blinders, e fez uma participação em Thor: Amor e Trovão (2022). Em reconhecimento à sua contribuição para as artes, foi condecorado como Cavaleiro Companheiro da Ordem de Mérito da Nova Zelândia.
Comoção e homenagens
A morte do ator provocou comoção entre fãs, colegas e autoridades. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, prestou homenagem, destacando que Neill participou de muitas histórias queridas e conquistou um lugar especial no coração do público, além de ressaltar a coragem com que enfrentou a doença.
Para uma geração inteira, Sam Neill será lembrado como o rosto que traduziu o encanto e o espanto de ver dinossauros ganharem vida nas telonas. O ator deixa quatro filhos, oito netos e um legado que atravessa gerações. Detalhamos sua trajetória completa em nossa matéria sobre o falecimento do artista.
Fontes: NME, Rolling Stone






Seja o primeiro a comentar