Street Fighter: o que define se o filme ganha sequência

Vinicius Miranda

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O live-action chegou aos cinemas com projeções modestas e um orçamento de dezenas de milhões. Agora, o futuro da franquia nas telonas depende de uma conta que a nostalgia precisa fechar.

A bilheteria de Street Fighter virou o assunto mais importante para o futuro da franquia no cinema. O live-action de Street Fighter estreou nesta semana, dividiu a crítica e já fala abertamente em continuação. Só que, em Hollywood, sequência não nasce de vontade: nasce de números. E os números da estreia prometem uma disputa apertada.

As projeções da estreia

As estimativas do mercado americano apontam para uma abertura entre US$ 25 e 35 milhões nos Estados Unidos, segundo o Boxoffice Pro. No mundo todo, projeções citadas pelo ComicBookMovie falam em cerca de US$ 70 milhões no primeiro fim de semana, com exibição em cerca de 3.500 salas na América do Norte.

O problema está do outro lado da balança. O orçamento do filme da Paramount e da Legendary giraria em torno de US$ 82 milhões, sem contar o marketing. Portanto, uma estreia na faixa baixa das projeções deixaria a conta desconfortável para o estúdio.

A régua de Mortal Kombat

johnny cage mortal kombat
“Mortal Kombat 2” Divulgação: Warner Bros.

A comparação inevitável é com a franquia rival. Mortal Kombat abriu com cerca de US$ 23 milhões em 2021, ainda na pandemia e com lançamento simultâneo no streaming. Já Mortal Kombat II estreou neste ano com US$ 38 milhões, número que Street Fighter dificilmente alcançará, segundo as projeções.

O desempenho da rival rendeu frutos rápidos. Como o Ei Nerd mostrou, Mortal Kombat 2 nem teve cena pós-créditos, mas garantiu o terceiro filme. É exatamente esse o caminho que a Capcom e a Paramount gostariam de repetir.

O fantasma das adaptações passadas

O histórico da própria marca ajuda a entender a cautela. O filme de 1994, com Jean-Claude Van Damme, faturou perto de US$ 100 milhões no mundo, apesar das críticas demolidoras.

Já Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (“Street Fighter: The Legend of Chun-Li”) arrecadou apenas US$ 12,7 milhões em 2009. O fracasso enterrou a franquia nos cinemas por mais de quinze anos.

A sequência já está no papel

Ryu em Street Fighter
Ryu em Street Fighter – Divulgação / Paramount Pictures

Enquanto a bilheteria não fecha, os planos avançam nos bastidores. Em entrevistas recentes, o diretor Kitao Sakurai teria revelado que já desenvolve ideias para o segundo filme. Questionado pelo site ComicBook sobre a continuação, ele jogou a decisão para o público, como repercutiu o Epicstream:

Infelizmente não posso confirmar nem negar nada dessa natureza. Mas é algo que obviamente adoraríamos fazer. Acho que tudo depende de como vocês e os fãs vão reagir (tradução livre)

O próprio filme reforça essa aposta. Segundo as primeiras reações, o encerramento funciona como gancho declarado para uma continuação, com direito a cena extra preparando o próximo capítulo.

O que precisa acontecer

No fim das contas, a equação tem três variáveis. Primeiro, a estreia precisa ficar perto do teto das projeções, e não do piso. Depois, o boca a boca do público terá que vencer a crítica dividida, porque filmes de nostalgia vivem da segunda semana. Por fim, o desempenho internacional pode compensar um tropeço americano, já que a franquia da Capcom é gigante na Ásia.

Para os fãs, o recado é direto: se a loucura de Jason Momoa como Blanka conquistou você, o ingresso vale como voto. O elenco, aliás, vem sendo um dos pontos mais elogiados, como no caso de Andrew Koji, que admitiu nem ser bom no jogo antes de virar Ryu.

Street Fighter está em cartaz nos cinemas brasileiros. E você, acha que o filme faz dinheiro suficiente para ganhar a rodada 2? Conte para a gente nos comentários!

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