Street Fighter estreia com 41% no Rotten Tomatoes

Vinicius Miranda

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A nova adaptação cinematográfica de “Street Fighter” enfrenta uma recepção difícil entre os críticos. Com base em 49 avaliações contabilizadas no Rotten Tomatoes no momento do levantamento divulgado pela publicação original, o filme registrava apenas 41% de aprovação, indicando uma resposta predominantemente negativa da imprensa especializada.

Apesar do resultado, as críticas não descrevem a produção como um fracasso completo. Parte dos avaliadores reconhece méritos no elenco, nas sequências de ação, nos trechos animados e na identidade visual do longa. Ainda assim, esses elementos não teriam sido suficientes para compensar problemas considerados centrais na narrativa.

Roteiro e humor estão entre os principais alvos

Street Fighter – Divulgação / Paramount Pictures

Entre as reclamações recorrentes estão um roteiro visto como desorganizado, diálogos considerados fracos e piadas juvenis que não funcionariam para todos os espectadores. O desfecho também foi apontado como abrupto, com características de uma conclusão construída para preparar uma possível continuação.

Essas críticas atingem justamente a estrutura que conecta as lutas e os personagens. Para parte da imprensa, a adaptação consegue oferecer momentos de entretenimento, mas perde força quando precisa sustentar a história entre uma sequência de combate e outra. O resultado, portanto, parece depender bastante da disposição do público para aceitar o tom exagerado da produção.

O trabalho dos protagonistas recebeu comentários mais favoráveis em algumas avaliações, embora a recepção não tenha sido uniforme para todo o elenco. As cenas de ação e a estética do filme também aparecem entre os aspectos positivos citados, sugerindo que a produção pode encontrar seus admiradores sobretudo entre quem procura uma experiência visual próxima do espírito dos jogos.

Fãs dos jogos podem ter uma experiência diferente

Mesmo com a pontuação baixa, algumas análises indicam que o filme pode divertir parte da audiência. O público familiarizado com a franquia talvez aproveite melhor as referências, os confrontos e a presença de personagens conhecidos. Já espectadores sem ligação prévia com a série podem ser menos receptivos às escolhas de humor e à narrativa.

Essa diferença de perspectiva pode influenciar a conversa em torno de “Street Fighter” nas próximas semanas. A reação dos fãs nas redes sociais e as recomendações boca a boca terão papel importante para determinar se o longa consegue ampliar seu público para além das pessoas interessadas na franquia.

Filme aposta em estreia forte nas bilheterias

As projeções citadas na publicação original apontavam para uma possível liderança nas bilheterias norte-americanas durante o fim de semana analisado. A estimativa era de arrecadação entre US$ 27 milhões e US$ 35 milhões, com exibição em aproximadamente 3.500 salas da América do Norte. A estreia mundial poderia chegar a cerca de US$ 70 milhões, segundo as mesmas previsões.

Esses números eram projeções, e não resultados finais de bilheteria. Ainda assim, indicavam expectativa comercial relevante para a adaptação, mesmo diante da recepção crítica desfavorável. Um desempenho sólido poderia dar fôlego ao filme, mas a continuidade desse impulso dependeria também da reação do público após a estreia.

Com avaliações divididas e críticas concentradas no roteiro e no humor, “Street Fighter” chega ao circuito tentando equilibrar o interesse dos fãs com o apelo de um lançamento de ação. A pontuação no Rotten Tomatoes representa o panorama crítico naquele momento, mas não determina sozinha a resposta do público nem o resultado comercial definitivo.

Elenco e história de Street Fighter

A trama se passa em 1993 e acompanha Ryu, interpretado por Andrew Koji, e Ken Masters, vivido por Noah Centineo. A dupla, que está afastada, volta a se envolver em combates quando Chun-Li, personagem de Callina Liang, os recruta para o próximo Torneio World Warrior. Por trás da disputa, os lutadores descobrem uma conspiração que os obriga a encarar conflitos do passado e a lutar uns contra os outros.

O elenco também inclui Cody Rhodes como Guile, Orville Peck como Vega, Curtis “50 Cent” Jackson como Balrog, Jason Momoa como Blanka, Vidyut Jammwal como Dhalsim, Olivier Richters como Zangief, Hirooki Goto como E. Honda, David Dastmalchian como M. Bison e Joe “Roman Reigns” Anoa’i como Akuma. Completam a lista Andrew Schulz como Dan Hibiki, Eric André como Don Sauvage, Mel Jarnson como Cammy, Rayna Vallandingham como Juli e Alexander Volkanovski como Joe.

Dirigido por Kitao Sakurai, o longa tenta levar para o cinema os confrontos e o elenco de personagens que consolidaram a série nos videogames. A recepção inicial, porém, sugere que o reconhecimento da franquia e as cenas de luta talvez não sejam suficientes para conquistar a crítica sem uma história mais consistente.

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