Sem confirmação e sem negativa: foi assim que o cineasta Kitao Sakurai reagiu quando perguntaram se o filme de Street Fighter ganhará uma sequência, que vem sendo chamada informalmente de Round Two. A conversa aconteceu no dia de imprensa da produção e foi destacada pelo ComicBook. O longa chegou aos cinemas em 16 de outubro.
Uma resposta que não diz nada, de propósito
Diante da pergunta direta, Sakurai adotou o tom diplomático típico de quem ainda está promovendo o primeiro capítulo.
Infelizmente não posso confirmar nem negar nada dessa natureza.
Mesmo assim, o diretor deixou escapar a vontade de voltar ao universo dos lutadores, caso o público abrace a estreia.
Obviamente adoraríamos fazer isso.
A condição, porém, é conhecida de qualquer fã de cinema: tudo dependerá da recepção. O próprio diretor fala em saber se o público vai gostar ou não do resultado, o que coloca a bilheteria como juíza final.
David Dastmalchian entra na brincadeira
Quem pareceu menos cauteloso foi o intérprete do vilão M. Bison. David Dastmalchian endossou a ideia imitando a voz do narrador dos jogos ao anunciar o próximo round. O Ei Nerd já havia registrado por que ele foi escalado como M. Bison, e o ator funciona como o rosto mais carismático da campanha ao lado de Andrew Koji (Ryu), Noah Centineo (Ken) e Callina Liang (Chun-Li).

O título Round Two circula como rumor, e a produção não o oficializou. Há ainda menções soltas a um suposto Street Fighter II, sem consistência. Por ora, o único dado concreto é que o diretor não rejeitou nenhuma das hipóteses.
Quem é o homem por trás da câmera
Sakurai ficou com o projeto depois da saída de Danny e Michael Philippou, como lembrou o Ei Nerd na matéria sobre o novo diretor do live-action. O currículo inclui o filme Bad Trip e episódios de séries como Twisted Metal e Treta. A trajetória em comédias ajuda a entender o tom mais leve visto no trailer com Hadouken e humor, preparado em parceria entre a Legendary e a Capcom.
O duelo com Mortal Kombat nos bastidores
A Skydance-Paramount incorporou a Warner Bros., o que coloca Street Fighter e Mortal Kombat sob o mesmo guarda-chuva. Se a informação se confirmar na prática, um futuro crossover deixa de ser fantasia e vira cálculo de estúdio. Para os fãs, a perspectiva é animadora, desde que o primeiro filme funcione.
Para a Skydance, uma continuação barata e rápida seria a forma ideal de testar o apetite do público por adaptações de games de luta. O filme de 1994, com Jean-Claude Van Damme, mostrou que o nome vende, mas a qualidade decide quem sobrevive ao round seguinte.





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