Ana Nogueira, roteirista de “Supergirl”, conversou com exclusividade com o Ei Nerd e detalhou os desafios de adaptar a aclamada HQ. A escritora confirmou que elementos importantes da história original ficaram de fora da versão final para os cinemas.
O tão aguardado novo filme da DC começa a ganhar forma, e os fãs já podem se preparar para uma adaptação intensa. Durante o evento Supergirl Fan Fest realizado no Rio de Janeiro no último Domingo (14), o Ei Nerd teve a oportunidade de conversar com exclusividade com Ana Nogueira, a roteirista responsável por levar a nova história da heroína kryptoniana para as telonas. Na entrevista, a escritora abriu o jogo sobre os desafios de adaptar a obra e revelou que precisou fazer cortes difíceis no roteiro.
O desafio de adaptar a obra de Tom King

A produção cinematográfica será baseada nos quadrinhos Supergirl: A Mulher do Amanhã (Supergirl: Woman of Tomorrow), escrita pelo premiado Tom King e ilustrada pela talentosa artista brasileira Bilquis Evely. O título é amplamente considerado uma das melhores histórias da personagem nos últimos anos. No entanto, condensar uma minissérie rica e complexa em um formato de cinema nunca é uma tarefa simples.
Nós perguntamos diretamente a Ana Nogueira sobre se haviam elementos da obra ela gostava, mas que precisaram ser retirados da versão final. A resposta da roteirista mostrou o imenso cuidado que a equipe tem com o material original, além da notável dificuldade de encaixar toda a grandiosidade da narrativa no tempo de tela disponível.
Havia várias partes que não consegui incluir, principalmente porque a história em quadrinhos é tão vasta, detalhada e cheia de nuances. E nós precisávamos contar uma história em um filme.
O que ficou de fora da nova aventura da DC?

A fala da escritora deixa claro que o longa-metragem terá um ritmo bastante dinâmico e focado. Com duração estimada de 1 hora, 47 minutos e 55 segundos (108 minutos), o filme estrelado por Milly Alcock precisou ser um pouco mais direto ao ponto do que o material original.
Porém, Nogueira não falou exatamente o que foi deixado de lado na adaptação. Mesmo porque, ela não revelar de qualquer forma.
Adaptar esse escopo visual gigantesco exige escolhas muito difíceis por parte da produção, e Ana Nogueira não esconde isso. Para ela, os cortes doem — mas também abrem uma porta especial para o público.
Existem tantos painéis lindos e aspectos maravilhosos da história que eu tive que deixar para trás. Esse é mais um motivo para as pessoas assistirem ao filme, mas também irem ler os quadrinhos, para que possam ter a história completa.
Como isso impacta o mercado?
A personagem vivida por Milly Alcock tem muito mais chances de brilhar com uma narrativa focada e bem estruturada. O impacto no mercado também é direto: a DC Comics certamente verá um aumento expressivo nas vendas da HQ antes e depois da grande estreia. A fase atual, intitulada Capítulo 1: Deuses e Monstros, promete ser revolucionária e bastante lucrativa.
Resta agora aos fãs aguardarem para descobrir exatamente quais cenários e reviravoltas visuais acabaram ficando de fora. Enquanto isso, seguir o conselho da roteirista e mergulhar nas páginas épicas do quadrinho parece ser a melhor preparação possível.
Supergirl estreia dia 25 de junho nos cinemas.


![Supergirl – Roteirista fala com o Ei Nerd sobre cortes do filme em relação à HQ [EXCLUSIVO]](https://www.einerd.com/wp-content/uploads/2026/06/Supergirl-Alcock.jpg)

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