O novo Universo Cinematográfico da DC, conhecido como DCU, tomou uma decisão narrativa que tem agradado a fãs e analistas.
Em vez de mostrar mais uma vez a famosa história de origem do Superman, a franquia comandada por James Gunn optou por dedicar esse espaço à origem da Supergirl. A escolha promete dar um frescor à mitologia kryptoniana nas telonas.
Uma origem já muito conhecida
A trajetória do Superman, com o pequeno Kal-El sendo enviado de Krypton e descobrindo seus poderes na Terra, já foi contada inúmeras vezes no cinema. De clássicos como o filme de Richard Donner até produções mais recentes como O Homem de Aço, o público conhece de cor cada detalhe dessa jornada.
Por isso, o DCU decidiu não vai repetir essa fórmula. A franquia começou sua linha do tempo com o herói já estabelecido, pulando a parte de sua chegada à Terra.
Como praticamente todo mundo já sabe como o Superman se tornou quem é, não havia necessidade de gastar tempo de tela revisitando esse território familiar.
O foco vai para Kara Zor-El
Com o caminho livre, a tarefa de apresentar uma emocionante história de origem kryptoniana ficou com a prima do Superman. Conforme indicam as cenas já divulgadas no trailer, o filme da Supergirl mostrará os últimos dias de Kara Zor-El em seu planeta natal, antes de sua própria viagem rumo à Terra.
O trailer oficial inclusive já revelou um momento marcante: a chegada da nave da heroína ao nosso planeta, onde ela é recebida pelo próprio Superman. Essa sequência, tradicionalmente associada à história do Homem de Aço, agora ganha um novo significado ao ser contada pela perspectiva da personagem.
Por que a escolha é acertada
Na avaliação de boa parte da crítica e fãs, transferir esse holofote para a Supergirl é a decisão mais inteligente.
Embora o público saiba que os dois heróis são parentes, os detalhes de como Kara chegou à Terra são muito menos conhecidos, o que abre espaço para uma narrativa rica e cheia de novidades para os espectadores.
Além disso, a mudança ajuda a explicar um ponto importante da mitologia: o fato de o Superman não ter sido o único sobrevivente de Krypton. Essa contextualização dá mais profundidade ao universo e prepara o terreno para a relação entre os dois primos kryptonianos no futuro da franquia.
Uma heroína marcada pela tragédia
O grande trunfo dessa abordagem é o tom emocional da história.
Diferentemente do Superman, criado por uma família amorosa desde bebê, esta versão da Kara é descrita como mais “casca grossa” e endurecida pela vida. Ela testemunhou a destruição de seu lar e a morte de seu povo, o que molda uma personagem marcada pelo luto e pelo trauma.

Justamente por isso, dedicar boa parte do filme à sua origem faz todo o sentido. Esse passado doloroso é o que define os sentimentos de isolamento da heroína e impulsiona toda a sua jornada, prometendo uma aventura mais sombria e madura do que o público poderia esperar de um filme de super-heróis.
O futuro do DCU
Baseado na aclamada HQ Supergirl: A Mulher do Amanhã, de Tom King e da artista brasileira Bilquis Evely, o longa é dirigido por Craig Gillespie. No elenco, Milly Alcock vive a protagonista, ao lado de David Corenswet como Superman e Jason Momoa como o mercenário Lobo.
Com outros projetos como Cara-de-Barro e Lanternas no horizonte, será interessante observar quais personagens também ganharão suas histórias de origem completas no DCU. A estratégia de focar em narrativas pouco exploradas pode ser a chave para manter o frescor da nova fase da DC nos cinemas.
Você pode conferir mais sobre o teaser do Lobo de Jason Momoa clicando aqui.
A origem de uma nativa de Krypton
Supergirl chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho de 2026, sendo o segundo filme do novo Universo DC, iniciado com Superman em 2025. A expectativa é alta para acompanhar essa nova e mais cósmica aventura da heroína.





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