Estreia do estúdio Rebel Wolves, fundado por veteranos de The Witcher 3, o jogo arrancou notas máximas e também avaliações mornas. O sistema de 30 dias e o protagonista meio humano, meio vampiro estão no centro do debate.
O RPG The Blood of Dawnwalker chegou dividindo opiniões, mas com um saldo bastante positivo. A estreia da Rebel Wolves, estúdio fundado por Konrad Tomaszkiewicz, diretor de The Witcher 3: Wild Hunt, soma nota 83 no Metacritic. E já começou com o pé direito, com um game extremamente imersivo e que te faz considerar todas as suas ações durante a gameplay.
O título foi lançado em 3 de setembro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Na comparação com a série que inspirou seus criadores, ele fica atrás apenas de The Witcher 3.
Um Dawnwalker contra a corte dos vampiros

A história se passa no século XV, em plena Peste Negra. O cenário é o vale fictício de Sangora, nos Montes Cárpatos. O jogador controla Coen, um camponês transformado pelo tirano vampiro Brencis. A transformação, porém, dá errado: em vez de virar um vrakhir comum, ele se torna um Dawnwalker, humano durante o dia e vampiro à noite.
A corrida central do jogo nasce quando Brencis decide se coroar rei. O vilão passa a recolher moradores do vale para um ritual de drenagem, incluindo a família de Coen. São 30 dias dentro do jogo para fortalecer o protagonista, reunir aliados e enfrentar o vilão.
O tempo como moeda

Esse relógio é o coração do jogo, e a crítica internacional o comparou a Persona e a The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Cada dia se divide em 16 blocos de tempo, e quase toda ação relevante consome alguns deles, de missões a melhorias de habilidades. Como é impossível fazer tudo em uma única campanha, cada jogador vive uma aventura diferente, o que elevou o fator replay.
Isso afeta o final do jogo também, podendo até mesmo passar dos 30 dias, porém indo pra um final ruim. Isso inclui um fator estratégico e de administração de tempo que não temos em outros jogos. O confronto final, aliás, pode ser encarado quando o jogador se sentir pronto, sem precisar esgotar o prazo.
A dupla identidade de Coen completa o pacote. De dia, ele luta como espadachim, em combates direcionais comparados aos de For Honor e Kingdom Come: Deliverance. E isso é um bom diferencial para esse jogo, adicionando um fator estratégico que não tem em The Witcher 3, por exemplo. Não basta apenas apertar botão pra acertar os inimigos, é preciso se preocupar com a direção tanto do ataque como da defesa.
À noite, ganha garras, pode escalar paredes, virar névoa e até um lobo negro para correr pelo mapa. Um sistema de infâmia ainda faz o vilão reagir às ações do jogador, com novos decretos e patrulhas. Fora que existem magias de bruxaria e outros fatores que amplificam ainda mais a gameplay dos combates.
Os pontos que seguram as notas
Nem tudo são elogios. O jogo apresenta problemas de desempenho, com quedas de FPS nas cidades e texturas que demoram a carregar. Também houve relatos de bugs variados, de inimigos congelados a falhas no sistema de salvamento. O combate também fica repetitivo com o passar das horas. Outra queixa comum é a falta de mais reações do mundo ao lado vampírico do herói. Um patch de dia 1 corrigiu parte das falhas, e uma atualização de 60 FPS para consoles foi prometida.
Para os fãs de RPG sombrio, o recado da crítica é claro: apesar das arestas técnicas, a Rebel Wolves estreou com um mundo original, uma história emocionante e ideias corajosas. Em um ano cheio de lançamentos de peso, o vale de Sangora conquistou seu espaço. Já há quem torça por uma franquia inteira de Dawnwalkers. Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores destaques e uma das maiores surpresas de 2026.
E você, já encarou os 30 dias de The Blood of Dawnwalker?




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