Há meses, rumores insistem que o Homem-Aranha de Tobey Maguire vai morrer em Vingadores: Doutor Destino. O desfecho da Saga do Multiverso promete funcionar como uma carta de amor a mais de duas décadas de filmes da Marvel. Isso sugere muito mais do que apenas os X-Men no elenco.
Desde janeiro, praticamente não param as especulações de que o herói morreria logo no início da trama, supostamente em batalha contra os mutantes da Fox. Se for verdade, o filme abriria com um confronto e tanto. Como sempre, uma confirmação de fato só deve vir com o lançamento do longa.
Mas por que os heróis lutariam entre si?
Doutor Destino deve se inspirar no material que precedeu o evento Guerras Secretas dos quadrinhos, de 2015, escrito por Jonathan Hickman. Nele, incontáveis universos colidiam em Incursões, destruindo ambos os lados no processo.
A Terra costumava ser o ponto de colisão, e só havia uma forma de evitar a Incursão: destruir uma das versões do planeta, ou as duas. É seguro presumir que algo parecido aconteça no início do filme. Mas por que o foco recairia justamente sobre os heróis que os fãs já conhecem?
A pista escondida em um romance recém-lançado
A Marvel acaba de publicar o livro What If… the Multiverse Was Doomed?, do autor DaVaun Sanders, já disponível em livrarias. Ambientada frouxamente na continuidade dos quadrinhos, a obra fecha uma trama que atravessou romances anteriores: uma variante do Doutor Destino viaja pelo multiverso coletando poderes de seres-nexo, termo consagrado nos quadrinhos.
Nessa história, um ser-nexo é essencial para a existência de sua própria linha temporal. Removê-lo leva à destruição gradual, ou ao “esgarçamento”, daquele universo inteiro. Destino já matou vários seres-nexo, roubando seus poderes e destruindo um universo atrás do outro.
A ideia lembra outro conceito, apresentado por a Autoridade de Variância Temporal na série Loki: o chamado “ser-âncora”, definido como uma entidade tão vital que, quando morre, todo o seu mundo lentamente desaparece da existência. Lendo o romance de Sanders, a implicação fica clara: para destruir um universo inteiro, basta encontrar e matar o ser-âncora daquela linha do tempo.

De repente, existe um motivo concreto para mirar em personagens como o Homem-Aranha de Maguire. Ele poderia muito bem ser o ser-âncora de sua própria realidade.
O que Kevin Feige já deixou escapar sobre o tema
Em entrevista ao site Inverse em 2024, Kevin Feige insinuou algo revelador. Os seres-âncora do MCU e os seres-nexo dos quadrinhos poderiam ser exatamente a mesma coisa. Segundo o produtor, tanto os quadrinhos quanto o MCU tratam de seres de grande importância.
A TVA usa a expressão “seres-âncora”, que talvez seja apenas outro nome para algo já explorado antes com os chamados mutantes ômega. Para Feige, resta saber se são mesmo coisas diferentes.
Um sacrifício em cadeia rumo a Guerras Secretas
Se a teoria estiver correta, o objetivo do Doutor Destino talvez seja recolher esses seres-âncora. A meta seria levá-los a um ponto do multiverso onde sua presença ajude a preservar o último resquício de suas realidades, algo parecido com o Mundo Bélico dos quadrinhos, planeta construído com fragmentos sobreviventes.
Esse mesmo raciocínio poderia explicar a cena pós-créditos de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, na qual Destino aparece diante do pequeno Franklin Richards. Se o garoto for o ser-âncora de sua Terra, removê-lo, em vez de matá-lo, bastaria para condenar aquele universo inteiro à destruição lenta.
É motivo mais que suficiente para lançar o Quarteto Fantástico numa jornada multiversal atrás do filho de Reed Richards e Sue Storm. Vingadores: Doutor Destino estreia em 18 de dezembro, e só aí saberemos se a teoria acerta o alvo.






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