Lanternas: criador da série odeia Hal Jordan? Ele explica

Andre Luiz

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A morte de Hal Jordan, vivido por Kyle Chandler, virou o principal motivo de briga entre os fãs da DC, e Tom King, um dos criadores da produção, resolveu rebater a ideia de que teria raiva do herói. A resposta foi repercutida pelo Unboxholics, que atribui a fala a uma conversa recente.

A defesa do roteirista

King afirma amar o personagem tanto quanto o público. Nos trechos reproduzidos pela imprensa, ele compara o herói ao Capitão Kirk, de Star Trek.

Eu amo o Hal. Para mim, ele é como o Capitão Kirk. Ele não acredita que exista um cenário em que não possa vencer.

Para o autor, a perda serviria a um propósito maior. King comentou como a série pretende escapar do cansaço com super-heróis.

Uma das formas de driblar a fadiga de super-heróis é matar os seus queridinhos.

King ainda defendeu que o gesto mostra que o universo tem consequências. Damon Lindelof, outro criador, teria dito que uma ressurreição fácil, como a de um clone, enfraqueceria o final, mas não descartou um retorno futuro.

Por que a torcida não se convenceu

A reclamação central é que Hal aparece egoísta e, na melhor das hipóteses, como um anti-herói cheio de falhas. O funeral teve pouca gente, o que reforçou o incômodo. A real é que muita gente esperava uma redenção do Lanterna Verde ranzinza no desfecho, e acabou considerando a conclusão trágica, quase cruel.

A discussão cresceu depois que os roteiristas comentaram o suposto racismo de Hal Jordan, assunto que o Ei Nerd já havia detalhado. Já a morte em si foi esmiuçada na matéria sobre quem matou Hal Jordan: a xerife Kerry Kane, vivida por Kelly Macdonald, é apontada como autora do disparo.

Entre a ferida e a promessa de redenção

Antes mesmo do final, o Ei Nerd lembrava que a ruína de Hal tem raízes nos quadrinhos e que o herói já voltou de quedas parecidas, conforme a análise sobre se ele estaria sendo arruinado ou preparado para um novo filme. A produção segue com Chris Mundy como showrunner e Aaron Pierre em evidência como John Stewart.

Matar Hal é uma aposta ousada, e a defesa de King faz sentido dentro dessa lógica. Contudo, o público reage ao como, e não só ao quê. Para os fãs, é positivo ver consequências reais, mas negativo quando a despedida soa fria.

Para a HBO e a DC Studios, a polêmica mantém a série em debate, ainda que a nota do público sofra. O que vier depois dirá se foi coragem ou erro de cálculo.

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