O veterano Christoph Hartmann assume o comando das franquias mais militares da empresa. A aposta busca fortalecer nomes como The Division e Splinter Cell.
A Ubisoft deu um passo importante em sua reestruturação. A empresa anunciou a contratação de Christoph Hartmann, cofundador e ex-presidente da 2K Games, para liderar a Creative House 2. Essa é a divisão responsável pelos jogos da marca Tom Clancy. Entre as franquias administradas pelo grupo estão pesos-pesados como “The Division”, “Ghost Recon“ e “Splinter Cell”. A chegada de um executivo com tamanha bagagem sinaliza a intenção da produtora de dar novo fôlego a algumas de suas séries mais queridas, em um momento delicado para a companhia francesa.
Quem é Christoph Hartmann?

Para quem não conhece, Hartmann é um verdadeiro veterano da indústria. Sua trajetória nos games começou ainda nos anos 1990, na então recém-criada BMG Interactive. Ali, ele já apoiava o lançamento dos primeiros títulos da série “Grand Theft Auto”, incluindo “GTA: Vice City”.
Mais tarde, após a Take-Two adquirir a BMG, o executivo cresceu na empresa. Em 2005, ele cofundou a 2K Games e assumiu a presidência do selo, cargo que ocupou até 2017. Durante esse período, supervisionou o lançamento de franquias aclamadas como “BioShock”, “Borderlands” e “Mafia”.
Recentemente, antes de chegar à Ubisoft, Hartmann também comandou os games da Amazon. Portanto, ele reúne uma experiência rara, que passa tanto pelo desenvolvimento quanto pela publicação de grandes sucessos.
A aposta da Ubisoft no novo executivo
A escolha não foi por acaso. O CEO e cofundador da Ubisoft, Yves Guillemot, fez questão de elogiar publicamente a contratação. Segundo ele, Hartmann tem o perfil exato para o cargo.
O Christoph é exatamente o tipo de líder de que precisávamos para a Creative House 2, um jogador apaixonado com uma capacidade comprovada de extrair o melhor das equipes criativas e construir franquias duradouras.
Guillemot ainda reforçou a confiança na capacidade do novo gestor de elevar o nível dos projetos. Para o CEO, a vivência do executivo tanto no desenvolvimento quanto na publicação será fundamental para o futuro das marcas.
Já o próprio Hartmann destacou seus planos para os estúdios. O objetivo, segundo ele, é oferecer o suporte necessário para que as equipes criem experiências ainda mais ambiciosas e memoráveis.
Com a Creative House 2, estamos dando a eles a estrutura, o suporte e a visão para irem além, para construir aquelas experiências intensas e inesquecíveis que lembram os jogadores por que se apaixonaram pelos games.
Quais estúdios e jogos fazem parte?
A Creative House 2 não é uma equipe pequena. Pelo contrário, ela reúne vários estúdios importantes da Ubisoft sob o mesmo teto. Entre eles, estão a Massive Entertainment, a Ubisoft Montreal, a Ubisoft Paris e a Ubisoft Toronto.
Além das três franquias principais de Tom Clancy, a divisão ganhará um reforço. O MOBA gratuito “March of Giants”, adquirido pela Ubisoft em dezembro, também passará a integrar o grupo. Dessa forma, a expectativa é que a nova estrutura fortaleça o desenvolvimento dos próximos jogos desse universo.
Entenda o contexto da reestruturação
Vale explicar que essa contratação faz parte de um plano maior. No início de 2026, a Ubisoft detalhou um amplo processo de reformulação, apelidado de “grande reset”. A medida dividiu as operações criativas da empresa em cinco divisões separadas, chamadas de Creative Houses.
É importante frisar que esse processo tem sido delicado para a companhia. Segundo os anúncios oficiais, a reestruturação envolve cortes significativos de custos ao longo dos próximos anos. Nesse cenário desafiador, a chegada de um nome experiente busca trazer estabilidade e uma direção clara.

A contratação é um forte sinal de que a Ubisoft não pretende abandonar a marca Tom Clancy. Franquias como “Splinter Cell” estavam adormecidas há anos, para tristeza dos fãs. Consequentemente, ter um líder dedicado pode acelerar novos projetos há muito desejados.
Para os fãs, a experiência de Hartmann com sucessos como “BioShock” gera otimismo. Afinal, ele já provou saber transformar propriedades intelectuais em fenômenos de qualidade. Muitos torcem para que essa expertise reacenda a chama do espião Sam Fisher e da série “The Division”.
Do ponto de vista do mercado, a Ubisoft tenta se reorganizar após um período conturbado. Trazer talentos externos de peso é uma jogada para recuperar a confiança de investidores e jogadores.
E você, qual franquia da marca Tom Clancy gostaria de ver renascer sob o novo comando? Conte para a gente nos comentários!





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