Embora Vingadores: Doutor Destino siga como o grande foco de atenção dos fãs da Marvel, VisionQuest chega antes às telas. A série carrega uma responsabilidade e tanto ao encerrar arcos que se arrastam desde WandaVision. O showrunner finalmente respondeu a uma crítica recorrente dos fãs sobre a forma escolhida para o retorno de Ultron. A explicação faz todo sentido.
VisionQuest já vem sendo anunciada há tempos como o capítulo final da trilogia de WandaVision. A conexão entre as três produções, porém, está longe de ser o único motivo de expectativa. Outro grande atrativo é o retorno de um vilão importante da Marvel. Ele está ausente do MCU desde Vingadores: Era de Ultron, em 2015.
A dúvida que incomodava os fãs mais antigos
James Spader estava de volta ao papel, e os fãs vinham ansiosos por essa reaparição. Rumores antigos, porém, já apontavam para uma mudança na forma do vilão. Em vez do robô Ultron que todo mundo conhece, o retorno de Spader aconteceria majoritariamente em forma humana. Isso soava estranho como rumor.
O próprio trailer de VisionQuest, porém, colocou a ideia em contexto e confirmou tudo. Agora, o showrunner Terry Matalas finalmente abriu o jogo sobre o motivo dessa escolha. Ele respondeu ao fervor dos fãs com um detalhe que simplesmente faz sentido.
Não é uma questão de orçamento, garante Matalas
Quando ficou claro que o retorno de Ultron ao MCU aconteceria de forma orgânica, e não mecânica, muitos fãs da Marvel presumiram se tratar de uma restrição orçamentária. Afinal, o custo para animar Ultron como robô ao longo de vários episódios seria quase equivalente ao de um filme de grande orçamento. Matalas, porém, afirma que essa não é a questão. Ele revelou à revista Polygon que tudo gira em torno do próprio ator por trás de Ultron:
As pessoas dizem que é uma questão de orçamento, mas não é, é uma questão de James Spader. Eu amo o James Spader. Quem não ama o James Spader? Eu só quero ver o James e quero ver o [Paul] Bettany. Vocês vão ter bastante ação do robô na série. O programa é muito inspirado naquela última cena de Vingadores: Era de Ultron entre os dois. Mas assistir Spader e Bettany arrasando na atuação era algo que eu já via na minha cabeça desde o início.
Ultron e Visão em todas as suas formas – Reprodução/Marvel Studios
Matalas confirmou que é sim proibitivamente caro manter Ultron em sua forma robótica durante toda a série. Ele destacou, porém, que isso também não representaria bem os momentos emocionais que a trama busca alcançar. O rosto do robô até tem certa capacidade de expressar emoções, mas nada perto do que Spader consegue transmitir no set.
Uma decisão criativa acima de tudo
Segundo o showrunner, ele também não queria ver um robô todo feito em computação gráfica. Essa versão nunca conseguiria fazer as coisas que James Spader faz com um simples piscar de olhos. Esse seria basicamente o principal motivo por trás da escolha.
Vale notar que a versão de Ultron vista em VisionQuest é, de fato, a mesma inteligência artificial vista em Vingadores: Era de Ultron. Ela ficou trancada dentro da mente do Visão como uma espécie de prisão, depois do confronto final entre os dois no encerramento daquele filme.
O próprio Paul Bettany já havia confirmado essa continuidade anteriormente. Isso reforça ainda mais por que ver Spader, em vez da forma robótica de Ultron, faz tanto sentido dentro da história. Como o vilão não tem mais um corpo físico, ele pode assumir qualquer aparência que quiser.
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