The Witcher 3: Songs of the Past vai reagir às suas escolhas

Vinicius Miranda

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A nova expansão não exige que o jogador tenha terminado as aventuras anteriores. Ainda assim, as decisões tomadas em Blood and Wine vão mudar diálogos e consequências da história.

A expansão Songs of the Past promete lembrar do passado de Geralt. A Fool’s Theory confirmou que o conteúdo de The Witcher 3: Wild Hunt terá diferenças conforme o jogador tenha concluído, ou não, Blood and Wine. A informação saiu em entrevista ao Video Games Chronicle, com a diretora de visão criativa Karolina Kuzia-Rokosz e Paweł Sasko, da CD Projekt Red. O lançamento está marcado para 2027, em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.

Dá para jogar sem terminar as expansões?

The Witcher 3: Songs of the Past – Divulgação / CD Projekt Red

Sim, e esse é o principal recado da equipe. Quem concluir a campanha principal poderá iniciar a nova aventura de imediato. Hearts of Stone e Blood and Wine ficam como opção, e não como obrigação. Kuzia-Rokosz explicou a lógica:

Do lado prático, as pessoas poderão começar Songs of the Past logo depois de terminar a história principal. Então, você não precisa terminar as expansões. (tradução livre)

Na linha do tempo, porém, as expansões anteriores acontecem antes. A trama mostra um Geralt que tenta se aposentar, mas não consegue porque o melhor amigo pede um último favor. A partir daí, a história muda conforme o que o jogador fez em Blood and Wine. Essas diferenças aparecem em diálogos e consequências das escolhas.

A amizade de Geralt e Dandelion

O foco narrativo também surpreende. Segundo Sasko, as expansões anteriores giraram em torno de Geralt e Ciri. Agora, o holofote vai para o Dandelion, o bardo que costuma furar a casca fria do bruxo.

A equipe quer mostrar a profundidade dessa amizade, algo que faltou espaço para explorar no jogo original. Kuzia-Rokosz acrescenta que será o mesmo Dandelion de sempre, mas com um lado talvez ainda inexplorado, que o torna mais humano.

Escopo de expansão completa

Para a diretora, o mundo novo é mais próximo de Blood and Wine que de Hearts of Stone. O VGC aponta que a aventura passa pela região inédita de Letten. Haverá mundo aberto, missões não lineares com decisões e consequências, novos monstros, armas e armaduras. Sasko ainda descreveu o tom como mais onírico, tanto na arte quanto na música.

A ideia surgiu em 2022, durante a atualização de nova geração do jogo, e amadureceu até a CD Projekt encontrar a parceira certa. Hoje, o remaster The Witcher 3 Remastered já chegou, com visuais e combate melhorados e uma árvore de habilidades revista.

Uma despedida sem encerrar a história

A estratégia da CD Projekt é esperta. Ao liberar a entrada logo após a campanha, a empresa atrai quem nunca tocou nas expansões. Ao mesmo tempo, premia o fã dedicado com referências às escolhas passadas. Consequentemente, a expansão serve a dois públicos sem excluir nenhum.

Para os fãs, a notícia é positiva, pois reforça que o jogo continua rendendo histórias. Kuzia-Rokosz deixou claro que a ideia não é concluir a trajetória de Geralt, e sim contar algo novo sobre quem importa para ele. Com a franquia já de olho em The Witcher 4, Songs of the Past pode virar um adeus mais íntimo ao Lobo Branco.

E você, vai terminar Blood and Wine antes de encarar Songs of the Past?

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