O novo filme da DC chega aos cinemas sem nenhuma cena extra após os créditos. A ausência surpreendeu fãs, já que o próprio diretor havia sugerido uma surpresa.
Faz tempo que um grande filme de super-herói não dispensa a tradicional cena pós-créditos. Ainda assim, “Supergirl”, a nova aposta da DC Studios, entra nesse seleto grupo. De acordo com a imprensa especializada e com as primeiras sessões, o longa não traz nenhuma cena extra, seja no meio ou no fim dos créditos. Quem for ao cinema, portanto, não precisa esperar até o final da rolagem de nomes.
Atenção: este texto contém leves adiantamentos sobre o desfecho do filme.
Por que a ausência surpreendeu os fãs

A expectativa por uma cena extra tinha bons motivos. Apenas um mês antes da estreia, o diretor Craig Gillespie chegou a confirmar, em entrevista ao site Collider, que o filme teria uma cena pós-créditos, embora sem revelar o conteúdo. Além disso, houve relatos de que tais cenas teriam aparecido em sessões de teste, sendo cortadas na versão final. Nada disso, porém, se confirmou no resultado que chegou às telas.
Em vez de uma cena adicional, “Supergirl” encerra com um momento que prepara, de forma sutil, o papel de Kara Zor-El em “Man of Tomorrow”, a continuação de “Superman” protagonizada por David Corenswet. A conexão existe, mas não aparece em forma de teaser tradicional após os créditos.
Vale lembrar que o “Superman” de 2025 trouxe duas cenas extras, nenhuma delas muito marcante ou bem recebida pelo público. Para parte da imprensa especializada, a DC pode ter aprendido com aquela experiência e optado por não repetir a fórmula. Ainda assim, a falta de qualquer momento divertido com personagens como Lobo ou o cão Krypto chamou a atenção de quem acompanha o universo.
O futuro de Kara no DCU
Mesmo sem cena extra, o futuro da personagem já está traçado. O codiretor da DC Studios, James Gunn, confirmou que Kara terá presença importante em “Man of Tomorrow“, previsto para 9 de julho de 2027. Em entrevista ao Extra TV, ele destacou o peso do papel da atriz na nova fase.
A Milly tem um papel grande nesse filme. Sinto até pena dela, porque está voando pelo mundo, vindo gravar comigo, voltando para a divulgação e indo embora de novo.
Esse rumo reforça a estratégia de longo prazo da produtora, que vem montando seu universo desde a chegada de Gunn e Peter Safran ao comando. A nova versão da heroína já havia sido apresentada em uma participação especial no filme do Superman, abrindo caminho para o longa solo. O projeto também faz parte de uma lista ambiciosa de títulos que Gunn vem organizando dentro do DCU.
Sobre o filme

Dirigido por Craig Gillespie, com roteiro de Ana Nogueira, “Supergirl” é o segundo filme do novo Universo DC. A produção é baseada na aclamada série de quadrinhos “Supergirl: Mulher do Amanhã” (Supergirl: Woman of Tomorrow), de Tom King e Bilquis Evely. Milly Alcock assume o papel duplo de Supergirl/Kara Zor-El.
Na trama, ao ser atingida por um adversário implacável, Kara embarca, a contragosto, em uma jornada interestelar de vingança e justiça ao lado de uma companheira improvável. O elenco conta ainda com Matthias Schoenaerts, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham, David Corenswet e Jason Momoa. A personagem teve sua primeira aparição nas telas em produções anteriores da DC, antes de ganhar destaque nesta nova fase.
Uma escolha arriscada
A decisão de não incluir cena extra divide opiniões. Por um lado, evita repetir o tom morno das cenas de “Superman”. Por outro, abre mão de uma ferramenta poderosa de marketing, capaz de gerar enorme repercussão. Para alguns veículos, um breve gancho para “Man of Tomorrow” teria animado ainda mais o público.
O contexto também pesa. “Supergirl” chega cercado de avaliações mistas e projeções de bilheteria abaixo do esperado. Nesse cenário, cada decisão criativa ganha holofotes redobrados. De todo modo, a aposta da DC é deixar a história falar por si, sem depender de promessas pós-créditos. Resta saber se a estratégia vai agradar aos fãs no longo prazo.
“Supergirl” chega aos cinemas em 26 de junho de 2026, com distribuição da Warner Bros. Pictures.
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Confira nossa crítica do filme Supergirl:






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