Devs de D&D e Magic querem sindicato na Wizards

Vinicius Miranda

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Trabalhadores de Dungeons & Dragons e Magic: The Gathering anunciaram a intenção de se sindicalizar. Entre as exigências está uma proteção contra o avanço da inteligência artificial na empresa.

Os desenvolvedores de D&D e Magic querem formar um sindicato na Wizards of the Coast. Como informou o GamesRadar, as equipes de Dungeons & Dragons, D&D Beyond, Magic: The Gathering e Duel Masters pedem filiação ao United Wizards of the Coast – CWA. O grupo exige que a empresa reconheça o sindicato de forma voluntária. A Wizards tem até 13 de outubro para responder.

O que é o United Wizards of the Coast

O sindicato surgiu em abril, formado só pelos desenvolvedores de Magic: The Gathering Arena, o jogo digital de cartas. Agora, os profissionais responsáveis pelos jogos de mesa e pelas outras marcas entram na mesma bandeira. A iniciativa tem apoio da Communication Workers of America (CWA), que já esteve ao lado de sindicatos na Activision e no Xbox.

O histórico ajuda a entender o cenário. Quando os desenvolvedores de Arena anunciaram a intenção de se sindicalizar, a empresa não respondeu ao pedido de reconhecimento voluntário. Mesmo assim, o grupo venceu a eleição em junho.

Como o processo deve seguir

Magic: The Gathering – Divulgação / Wizards of the Coast

O sindicato já apresentou uma petição de eleição ao National Labor Relations Board (NLRB), órgão que cuida das relações de trabalho nos Estados Unidos.

Se a Wizards não reconhecer o grupo, caberá a uma votação entre os funcionários, com a supervisão do NLRB, resolver a questão.

As exigências: salário, saúde e IA

A lista de pedidos inclui salários justos, plano de saúde confiável e de fácil acesso e proteção ao trabalho remoto. Além disso, o grupo reivindica proteção contra o avanço da inteligência artificial.

O sindicato alega que a liderança da empresa tem pressionado pela adoção de modelos de linguagem e de IA generativa sem levar em conta o desejo das equipes. O grupo diz que isso precisa acabar e quer uma política de IA sólida e aplicável, alinhada aos objetivos e valores dos times. Como as falas partem do próprio sindicato, trata-se da versão dos trabalhadores. A posição da Wizards não aparece nos textos consultados.

Por fim, os trabalhadores pedem o apoio dos fãs. Eles abriram um abaixo-assinado on-line para pressionar a empresa.

IA entra de vez na pauta trabalhista dos games e dos jogos de mesa

O caso mostra que a discussão sobre IA já faz parte das negociações no entretenimento. Para os fãs, a mobilização pode ser positiva se levar a regras claras sobre o uso da tecnologia em obras criativas. Para a Wizards, o desafio é lidar com uma pressão que cresce em duas frentes, a dos trabalhadores e a da comunidade. Já para o setor, o resultado pode servir de exemplo para outras empresas.

Por enquanto, tudo depende da resposta da empresa até 13 de outubro. E você, acha que as empresas devem limitar o uso de IA generativa na criação de jogos?

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