World of Warcraft invade Dungeons & Dragons em novembro

Vinicius Miranda

Livro oficial leva Azeroth para as mesas de RPG com raças, subclasses e masmorras clássicas do MMO. O lançamento marca a estreia da linha Universes Beyond de D&D.

Prepare os dados e grite pelo seu lado na guerra: World of Warcraft vai virar RPG de mesa oficial. A Wizards of the Coast anunciou, durante a Gen Con 2026, o livro D&D: World of Warcraft. A expansão de jogabilidade foi criada em parceria com a Blizzard Entertainment para levar Azeroth às campanhas de Dungeons & Dragons. O lançamento mundial acontece em 17 de novembro de 2026. O acesso antecipado começa no dia 3, para lojas parceiras e assinantes do nível mais alto do D&D Beyond. A pré-venda já está aberta.

O volume de 256 páginas inaugura a linha Universes Beyond, programa de crossovers oficiais de D&D inspirado na iniciativa de mesmo nome de Magic: The Gathering. Além disso, o retorno é histórico. É a primeira vez em cerca de duas décadas que a franquia Warcraft ganha um RPG de mesa, desde os suplementos da era 3.5 nos anos 2000. A proposta é direta: recriar seu personagem principal do MMO, rolar um novo alt ou inventar um herói inédito de Azeroth.

O que vem no livro D&D: World of Warcraft

O conteúdo impressiona pelo volume. A obra adapta as treze classes do MMO usando as bases do Livro do Jogador. O arsenal inclui seis subclasses inéditas, três subclasses atualizadas e treze “skins” de classe. Entre as novidades estão o Juramento da Lâmina de Ébano e o Caçador de Demônios. Na prática, são as versões de mesa do Cavaleiro da Morte e da classe de Illidan. Já as espécies jogáveis chegam a dezesseis, sendo onze inéditas em D&D, incluindo Dracthyr, Draenei, Forsaken, Pandaren, Tauren, Troll, Vulpera e Worgen. A escolha da espécie pode até definir sua reputação inicial com a Horda ou a Aliança.

O pacote segue com mais de sessenta magias, vinte e cinco itens mágicos, dez profissões, cinquenta monstros e trinta chefes de masmorra. De quebra, sete calabouços icônicos do MMO foram reconstruídos para o tabuleiro, incluindo Deadmines, Scarlet Monastery, Shadowfang Keep e o covil de Onyxia. O sistema de reputação também entra em campo, com mais de vinte facções que rendem recompensas conforme o grupo ganha renome. Até personagens lendários, como Jaina Proudmoore, ganham fichas próprias.

Preços, edições e a Cidadela da Coroa de Gelo

A edição digital sai por 39,99 dólares, a física por 59,99 e o combo com ambas por 79,99. Os valores em reais variam conforme o câmbio, além dos custos de importação. Há ainda um escudo do mestre temático por 24,99 dólares e o pacote de mapas da Cidadela da Coroa de Gelo. O conjunto traz uma aventura digital dos níveis 16 a 20 rumo ao Lich Rei, incluindo itens como a espada Frostmourne. Para os caçadores de raridades, o Collector’s Edition Ultimate Bundle, por 144,99 dólares, traz capa escultural em edição limitada e uma miniatura promocional de Murloc. As pré-vendas incluem até itens dentro do próprio MMO, como uma montaria de dragão negro.

Por que esse crossover é um marco

A união das duas maiores marcas da fantasia gamer faz sentido histórico, afinal, o próprio Warcraft nasceu inspirado nas mesas de RPG. O anúncio também abre caminho para uma fase agressiva de colaborações, com um livro de Star Wars já confirmado para 2027. Para o público brasileiro, a nostalgia bate dobrado, já que o universo de D&D marcou gerações por aqui.

Basta lembrar de quando Caverna do Dragão ganhou linha de colecionáveis. E o encontro das gigantes reflete um mercado cada vez mais conectado, no qual a própria Blizzard passou ao guarda-chuva da Microsoft. O movimento de compras começou quando o Xbox comprou a Bethesda. Portanto, mestre, pode preparar a campanha: em novembro, a Horda e a Aliança dividem a mesa.

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