X-Men ’97: as tramas que ficaram em aberto na 2ª temporada

Andre Luiz

X-Men ’97 impôs a si mesmo desafio narrativo interessante. Em vez de adaptar livremente um ou mais arcos específicos dos quadrinhos, ou até reiniciar produção televisiva anterior, a série optou por outro caminho. Ela continuou diretamente a trama de X-Men: A Série Animada e retomou exatamente de onde o desfecho dos anos 1990 parou.

Escolha narrativa abre portas para décadas de material

Apesar de alguns diálogos anacrônicos, a trama se passa efetivamente nos anos 1990. Aquela decisão de continuar em vez de adaptar concede à produção flexibilidade imensa. Isso permite incorporar conteúdo de quase três décadas adicionais de quadrinhos publicados.

A série pode mesclar arcos antigos e recentes dentro do próprio cânone estabelecido. Esta análise destaca três arcos específicos que espectadores atentos podem ter notado sendo preparados. Um deles já se concretizou completamente no episódio final da segunda temporada.

Krakoa e Cassandra Nova

A ilha senciente de Krakoa só se tornou lar oficial da mutantidade em 2019, décadas após sua estreia original nos quadrinhos. Aquele arranjo específico não permaneceu pacífico por muito tempo. Sofreu ataque devastador de forças anti-mutantes no evento Hellfire Gala de 2023.

A morte de Magneto na série já mergulhou o Professor Xavier em crise profunda. Nos quadrinhos originais, essa situação o levou justamente a declarar Krakoa como pátria mutante.

Cassandra Nova, irmã gêmea supostamente natimorta de Xavier, representa outra possibilidade intrigante. Embora ainda não tenha aparecido diretamente na série, isso não significa ausência total de pistas.

Cassandra Nova e Charles Xavier duelam ainda no útero – Reprodução/Marvel Comics

Diversas ameaças e conceitos introduzidos ao longo de duas temporadas guardam sobreposição impressionante com estratégias historicamente atribuídas à vilã nos quadrinhos. Isso sugere que ela pode estar manipulando eventos nos bastidores sem revelar sua identidade ainda.

Massacre surge como possibilidade sombria

A segunda temporada deu peso emocional considerável ao relacionamento entre Xavier e Magneto. Isso inclui momento em que o Professor precisou fragmentar a mente do amigo-inimigo para reverter catástrofe eletromagnética global.

Massacre, a entidade resultante do que há de pior em Charles Xavier e Magneto – Reprodução/Marvel Comics

Aquela fusão mental específica pode estar preparando terreno para o surgimento do Massacre. A entidade psíquica foi formada justamente pela combinação das mentes de ambos os personagens nos quadrinhos originais publicados em 1995.

Gambit já cumpriu profecia dos fãs

Diferente das teorias ainda especulativas, a trama envolvendo Gambit já se concretizou completamente. A morte heroica do personagem na primeira temporada rapidamente lembrou fãs mais atentos sobre arco específico dos quadrinhos de 1991.

Naquela história, o mutante se entrega ao vilão Apocalipse para se tornar seu Cavaleiro da Morte. Na segunda temporada, exatamente essa transformação aconteceu. Apocalipse utilizou o corpo de Gambit como recipiente para a própria Morte.

Gambit renascido como um dos Cavaleiros do Apocalipse – Reprodução/Marvel Studios/Disney+

O próprio Kevin Feige comentou sobre a repercussão emocional daquele desfecho trágico do personagem. Ele não confirmou, porém, planos futuros para uma versão live-action de Gambit nos cinemas. O showrunner Beau DeMayo já havia recomendado episódios específicos antes daquele desfecho. Isso reforça quanto planejamento cuidadoso existe por trás de cada reviravolta da trama.

Resta saber quais dessas teorias adicionais realmente se confirmarão em temporadas futuras. O histórico recente da série sugere, porém, que os roteiristas conhecem profundamente o material de origem que estão adaptando.

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