Chega de Twitter! Funcionários do Xbox reclamam que a CEO ouve demais as redes sociais

Vinicius Miranda

A gestão da nova CEO do Xbox, Asha Sharma, estaria enfrentando resistência interna. De acordo com um relato recente, funcionários da empresa teriam feito duras críticas à executiva. A principal queixa aponta para um suposto foco exagerado no que as pessoas comentam nas redes sociais.

A informação partiu de Chris Dring, do veículo The Game Business, que compartilhou o que ouviu de suas fontes dentro da Microsoft. No geral, poucos demonstrariam fé nas estratégias de Sharma, questionando de onde ela estaria tirando seus conselhos.

O suposto foco excessivo no Twitter

Um dos pontos centrais das críticas seria a atenção dada às opiniões online. Segundo Dring, várias pessoas com quem ele conversou sentem que a liderança está ouvindo demais o Twitter. Vale reforçar que se trata de um relato baseado em fontes, e não de uma declaração oficial da empresa.

Diversas pessoas com quem falei no Xbox sentem que há escuta demais do Twitter. Com a crise de componentes e o declínio geral do mercado de jogadores de console, por que o Xbox está escolhendo reinvestir em consoles? Por que esse é o foco?

Na avaliação das fontes, essa postura estaria ligada à busca por aprovação dos fãs nas plataformas digitais. Ou seja, as decisões de negócio poderiam estar sendo guiadas mais pelo humor do público online do que por dados concretos de mercado.

As dúvidas sobre Gears of War: E-Day

Gears of War: E-Day – Divulgação / The Coalition

Essa lógica ajudaria a explicar uma decisão específica. Segundo o relato, seria esse o motivo por trás da escolha de tornar Gears of War: E-Day um exclusivo de console. Contudo, os próprios funcionários teriam pouca confiança nessa aposta.

As pessoas com quem conversei têm baixas expectativas de que Gears of War tenha algum impacto real nas vendas de hardware. Elas apontam que o Xbox já tentou isso antes. Tentaram rejuvenescer Halo, tentaram rejuvenescer Gears e tentaram criar um jogo enorme em Perfect Dark. O que vai ser diferente desta vez?

Portanto, a desconfiança nasce de um histórico recente. A empresa já apostou na revitalização de grandes franquias antes, sem colher os resultados esperados em vendas de aparelhos.

Consultores acima dos desenvolvedores?

Funcionários do Xbox – Reprodução

As redes sociais não seriam a única influência apontada nas decisões de Sharma. De acordo com o relato de Dring, alguns chefes de estúdio teriam outra preocupação séria sobre a origem dos conselhos da CEO.

Certos chefes de estúdio sentem que Sharma está ouvindo consultores e analistas demais, e não o suficiente as pessoas que realmente constroem os jogos.

Por conta disso, a executiva estaria priorizando a velocidade acima de tudo. No entanto, essa pressa não combinaria bem com a realidade do estúdio. Afinal, as grandes propriedades intelectuais do Xbox devem levar anos até renderem novos jogos.

A sombra das demissões e o caso Obsidian

Todo esse cenário acontece em um momento tenso para a empresa. No momento, a indústria aguarda para saber quais estúdios serão afetados por uma nova rodada de demissões no Xbox.

Anteriormente, Dring teria afirmado que a Obsidian estaria negociando com o Xbox para evitar um possível fechamento. No entanto, é importante registrar que Jason Schreier, jornalista da Bloomberg, contestou essa informação. Ou seja, o rumor sobre a Obsidian permanece não confirmado. Aliás, caso a liderança realmente se importe com a repercussão nas redes, um fechamento desse tipo seria um desastre para a imagem da companhia.

O que isso significa para o futuro do Xbox

Analisando o cenário, as críticas expõem um dilema profundo da marca. De um lado, a empresa tenta reconquistar a confiança de sua base histórica de fãs, que clamava pela volta dos exclusivos. De outro, enfrenta um mercado de consoles em retração e uma crise de componentes.

Para os fãs, o momento é de cautela. A volta dos exclusivos, tão pedida, pode soar como uma vitória. Contudo, se a própria equipe interna duvida do impacto dessa estratégia, resta a dúvida sobre a solidez do plano a longo prazo.

Do ponto de vista do mercado, a Microsoft caminha sobre uma linha tênue. Priorizar a velocidade em uma indústria que exige anos de desenvolvimento é um risco considerável.

E você, acredita que a nova estratégia do Xbox vai dar certo? Deixe sua opinião nos comentários!

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