Segundo um vídeo de Christopher Dring, o orçamento de “Physint”, novo jogo de Hideo Kojima, giraria em torno de US$ 400 milhões, tornando-o um dos títulos mais caros já publicados pela Xbox.
A Xbox não está passando por uma reestruturação tranquila, mas um dos poucos movimentos vistos como positivos nesse processo é a parceria com o lendário Hideo Kojima. Segundo um vídeo do jornalista Christopher Dring, do The Game Business, o orçamento do novo jogo do criador de “Metal Gear Solid”, batizado de “Physint“, giraria em torno de US$ 400 milhões, valor ainda não confirmado oficialmente.
A reestruturação turbulenta sob o comando de Asha Sharma
Sob a nova liderança de Asha Sharma, a Xbox vem promovendo mudanças de preço no Game Pass, tanto aumentos quanto reduções, além de fechar estúdios em meio a demissões em massa. A empresa também contratou uma nova equipe de liderança, incluindo um novo diretor de estratégia e uma nova diretora de operações. Em meio a tantas mudanças, a parceria com a Kojima Productions é vista como um dos sinais mais positivos desse processo de reformulação.
Physint muda de mãos: de PlayStation para Xbox

“Physint” foi anunciado originalmente em 2024 como uma colaboração entre a Kojima Productions e a PlayStation. Em setembro de 2026, porém, a Sony informou oficialmente que havia decidido “dar um passo atrás” na parceria. Segundo o próprio Kojima, o aviso de cancelamento chegou de forma inesperada em meados de junho daquele ano, levando o estúdio a passar os três meses seguintes em busca de um novo parceiro.
A Xbox assumiu o projeto pouco depois, em anúncios praticamente simultâneos da Sony, da própria Xbox e de Kojima. A movimentação expande a parceria já existente entre a Microsoft e a Kojima Productions, que também desenvolve o jogo de terror “OD” para a plataforma.
“Não funcionou”: a avaliação dura sobre o momento da Xbox
No vídeo mencionado, Christopher Dring não poupou palavras ao descrever a situação herdada por Asha Sharma:
Ela herdou um negócio que está em péssimo estado. Não funcionou.
Segundo Dring, a Xbox gastou pesado comprando estúdios para reforçar seu catálogo e acelerar o crescimento do Game Pass, mas a assinatura não cresceu como esperado. As vendas de consoles estão em queda, as margens do negócio da Xbox são fracas, e o crescimento geral é praticamente inexistente.
A nova estratégia: apostar alto em vez de pulverizar recursos
Diante desse cenário, o novo plano da Xbox seria concentrar esforços em grandes apostas e franquias centrais, em vez de espalhar recursos entre uma longa lista de projetos indie menores. Dring resume a mudança de rumo:
Essa nova estratégia exige que a empresa invista em certas áreas, e ela está investindo.
O orçamento de US$ 400 milhões de Physint (ainda não confirmado)

Como exemplo dessa nova postura, Dring afirmou que a Xbox estaria fechando contrato com Kojima para “Physint” com um orçamento em torno de US$ 400 milhões. Se a informação estiver correta, o valor colocaria o jogo entre os títulos mais caros já publicados pela Xbox, e também entre os projetos mais caros da carreira de Kojima.
Para efeito de comparação, os maiores blockbusters single-player da PlayStation teriam custado cerca de US$ 300 milhões, no caso de “Wolverine” da Insomniac, e aproximadamente US$ 315 milhões para “Spider-Man 2”. Se o valor de US$ 400 milhões se confirmar, “Physint” ficaria acima desses dois títulos, sinalizando que a Xbox estaria disposta a investir pesado para garantir experiências de peso capazes de impulsionar vendas de consoles e engajamento no Game Pass.
O histórico de Kojima com orçamentos estourados
Não seria a primeira vez que um projeto de Kojima esbarra em questões orçamentárias. “Metal Gear Solid V” já havia estourado o orçamento original em cerca de US$ 80 milhões, o que gerou atrito conhecido entre o criador e a Konami. Desde a era do MSX, Kojima sempre buscou escala cinematográfica e alta produção em seus projetos, ambições que historicamente vêm acompanhadas de custos elevados.
Orçamentos maiores garantem espetáculo visual e elenco de peso, mas também elevam as expectativas e reduzem a margem para erros. A própria franquia “Death Stranding” não conseguiu encontrar, comercialmente, o público necessário para justificar seu investimento. Um único tropeço de alto perfil, caso “Physint” nunca chegue a ser lançado, teria custo financeiro e reputacional significativo tanto para Kojima quanto para a Xbox.
Investir alto é suficiente para a Xbox?
Para os fãs, a aposta em “Physint” representa a chance de ver um projeto ambicioso de Kojima ganhar vida com recursos praticamente ilimitados, algo raro mesmo para os padrões da indústria. Ainda assim, vale lembrar que nem mesmo Kojima confirmou se o jogo será exclusivo de Xbox, deixando essa decisão em aberto até o momento.
Para a franquia e para o próprio Kojima, o histórico de orçamentos estourados levanta uma dúvida legítima: será que dessa vez o resultado financeiro vai acompanhar a ambição criativa? O caso de “Death Stranding” mostra que nem sempre grandes investimentos se traduzem em sucesso comercial proporcional.
Já para o mercado, essa aposta de US$ 400 milhões, se confirmada, reforça uma tendência mais ampla dentro da Xbox: concentrar recursos em poucos projetos de altíssimo perfil, em vez de manter um catálogo extenso de apostas menores. Resta saber se essa estratégia vai conseguir reverter o cenário de estagnação descrito por Christopher Dring.
E você, acredita que vale a pena a Xbox investir tanto dinheiro em um único jogo de Kojima? Deixe sua opinião nos comentários!





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