A Casa do Dragão: só uma pessoa poderia acabar com a Dança dos Dragões

Andre Luiz

A terceira temporada de A Casa do Dragão segue rendendo momentos de tirar o fôlego. No segundo episódio, a série da HBO apresentou uma reviravolta que não existe nos livros de George R.R. Martin.

Alys Rivers tem agora a chance de encerrar a sangrenta guerra dos Targaryen sem fazer absolutamente nada. Mas, claro, ela não vai aproveitar essa oportunidade.

A reviravolta inesperada com Aemond

A temporada tem sido extremamente satisfatória para a maioria dos fãs, culminando com a rainha Rhaenyra Targaryen finalmente reivindicando o Trono de Ferro. Esse feito só foi possível porque Alicent Hightower convenceu o príncipe regente Aemond Targaryen a deixar Porto Real rumo a Harrenhal. Lá, montado em sua imensa dragão Vhagar, o vilão atacou o castelo.

Contudo, em uma virada não prevista na obra Fogo e Sangue, Aemond foi esfaqueado logo após matar Ser Simon Strong. Mortalmente ferido e apavorado, o regente caiu aos pés de Alys Rivers, implorando por socorro. É justamente aí que mora a grande ironia da cena.

Por que deixar Aemond morrer mudaria tudo

Bastaria Alys não fazer nada e deixar o príncipe morrer para que a guerra civil terminasse ali mesmo. Afinal, sem Aemond, o time dos Verdes perderia sua maior vantagem: a dragão Vhagar ficaria sem montador. Dessa forma, as forças de Rhaenyra teriam o caminho praticamente livre para a vitória.

Game Of Thrones
A colossal Vhagar, segundo maior dragão conhecido na saga – Reprodução/HBO

O único risco restante seria o rei Aegon II Targaryen, foragido rumo a Pedra do Dragão. Ainda assim, a perda de Aemond encerraria a ameaça imediata dos Verdes. Vale lembrar que Harrenhal é um cenário central de intrigas na trama, palco de eventos marcantes desde o incêndio que a série usou para solucionar um antigo mistério de Game of Thrones envolvendo a Casa Strong.

Há um detalhe importante nesse jogo de poder. Nesse momento, Alys provavelmente nem sabe que Rhaenyra já tomou Porto Real, nem o quão perto a guerra está de acabar. Mesmo assim, a simples inação da personagem teria o poder de mudar os rumos de toda a disputa pelo trono.

Um espelho da decisão de Rhaenys

Essa situação funciona como um reflexo de um momento crucial da primeira temporada. Naquela ocasião, a princesa Rhaenys Targaryen teve a oportunidade de impedir a Dança dos Dragões ao irromper na coroação do rei Aegon montada em sua dragão Meleys.

Bastaria uma ordem para queimar os Hightower e, possivelmente, evitar milhares de mortes. A inação da chamada Rainha Que Nunca Foi gerou frustração nos fãs e desencadeou uma série de tragédias ao longo da trama.

No entanto, assim como Rhaenys recuou, Alys também deve salvar Aemond. Isso porque, na obra original, os dois acabam se tornando amantes, o que prolongaria o conflito. Trata-se de mais uma das ousadas mudanças que a série promove em relação ao material de origem, algo recorrente na produção, como mostra a alteração retroativa que impactou Game of Thrones.

De todo modo, o público já sabe: a escolha de Alys vai pesar contra ela. E você, acha que ela deveria deixar Aemond morrer? Conte nos comentários!

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