O novo filme da Supergirl, estrelado por Milly Alcock, vem sendo elogiado por adaptar bem a aclamada graphic novel Supergirl: Mulher do Amanhã, de Tom King e Bilquis Evely. No entanto, uma sequência específica do longa do DCU deixou a desejar em comparação com a história original.
O ponto central envolve o planeta Barenton e seu mortal sol de kryptonita.
O perigoso planeta com um sol de kryptonita
Barenton é um dos lugares mais perigosos que Kara Zor-El visita em sua jornada. Isso porque o planeta orbita um sol contaminado por kryptonita, cuja radiação suprime os poderes kryptonianos e envenena a heroína quanto mais ela fica exposta. No filme, esse cenário serve de palco para todo o terceiro ato.
Segundo a análise, o longa capta bem o sofrimento intenso da personagem, completamente indefesa até que o sol verde se ponha e o segundo sol, amarelo, finalmente surja. Contudo, a jovem Ruthye, que acompanha Kara, é capturada logo no início, quando sai em busca de água.
Assim, o perigo do planeta se resolve rápido, e a Supergirl parte para o confronto final contra o vilão Krem.
Como os quadrinhos lidaram com a sequência
É justamente nesse ponto que mora a diferença. Na graphic novel de King e Evely, os eventos em Barenton se desenrolam de forma muito mais impactante.
Lá, com Kara enfraquecida e à beira da morte sob o sol verde, é Ruthye quem assume o papel de protetora. Durante longas e agonizantes horas, a garota monta guarda, usando sua espada para defender a amiga de uma horda de dinossauros alienígenas nativos do planeta.

Esse seria um dos momentos mais fortes da história, pois inverte os papéis e dá protagonismo a Ruthye. Por isso, a decisão do filme de separar as duas tão cedo, sem a ameaça dos dinossauros, soaria como um desserviço à personagem.
Vale lembrar que o longa marca a chegada da heroína ao novo universo da DC, que vem sendo construído desde projetos como o novo filme do Superman comandado por James Gunn.
A explicação por trás do corte
Apesar da crítica, há uma justificativa para a mudança. Segundo relatos, a roteirista Ana Nogueira teria explicado que os dinossauros alienígenas foram cortados porque distrairiam da trama principal e atrapalhariam o ritmo da narrativa. Ainda assim, deveria haver outra forma de dar mais protagonismo a Ruthye, mantendo-a ao lado de Kara até a recuperação.
De todo modo, a adaptação preserva o núcleo emocional da relação entre as duas, ainda que de maneira mais enxuta. A discussão reforça o desafio de transpor quadrinhos densos para o cinema, algo que o DCU enfrenta em vários de seus projetos, conforme o estúdio amplia seus planos sob a batuta de Gunn e Peter Safran, como mostram os próximos passos do novo universo da DC.
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