O momento que os fãs de ‘Bleach’ estavam esperando finalmente aconteceu: Aizen voltou à batalha contra Yhwach! Depois de passar boa parte da guerra preso àquela cadeira, o antigo capitão apareceu de pé, pronto para usar novamente sua maior arma: a Kyouka Suigetsu.
Só que o retorno, apesar de ter entregado algumas cenas muito interessantes, também levantou uma série de problemas que podem comprometer justamente um dos momentos mais importantes da saga. Erros de continuidade, falta de cenas originais, falta de uma boa direção no anime, etc. Ou seja, faltou carinho.
Aizen voltou, usou o Hadou 99 e enganou Yhwach
Logo de cara, Aizen já apareceu mostrando que continua sendo Aizen. O personagem provocou Yhwach, questionando a demora para derrotar Ichigo, e recebeu de volta uma resposta bastante humilhante: Yhwach lembrou que Aizen também já havia sido derrotado publicamente por Ichigo. Para um personagem tão arrogante, foi um tapa na cara — e merecido.
Mas o retorno também entregou uma técnica que os fãs queriam ver: o Hadou 99, uma poderosa técnica que cria diversos dragões de energia para atacar o adversário. Visualmente, a cena foi muito bonita, mas durou tão pouco que mal deu tempo de comemorar. E esse é justamente um dos problemas apontados no material: o retorno de Aizen acabou parecendo muito mais rápido do que deveria.

O ponto realmente interessante foi a utilização da Kyouka Suigetsu contra o Almighty. Yhwach acreditava estar enxergando a realidade, mas estava preso dentro de uma ilusão criada por outra ilusão. É aquele tipo de situação que lembra as maluquices que ‘Naruto’ fazia com os genjutsus do Itachi: você acha que entendeu o que está acontecendo e, dois segundos depois, percebe que estava completamente errado.
E a confusão ficou ainda maior porque Aizen aparentemente estava usando diferentes “skins” dos personagens durante a luta. O “Ichigo”, o “Renji” e o próprio Aizen estavam envolvidos em uma sequência de ilusões tão complicada que até descobrir quem realmente recebeu cada ataque virou um quebra-cabeça. O detalhe mais interessante é que Aizen apareceu sem um braço, levantando a possibilidade de que ele tenha servido como uma espécie de bucha de canhão para proteger os outros personagens.
De novo… o problema foi ter sido praticamente um cópia/cola do mangá (que já não é muito bom nessa parte), sem tirar nem pôr. Com muitos fãs lembrando que cenas de mais de uma década atrás continuam muito melhores.
O anime deixou pistas de que Aizen pode não controlar mais totalmente sua ilusão
O mais curioso é que Aizen aparentemente não estava controlando tudo como antigamente. A ilusão acabou sendo desfeita quando Yhwach tocou no verdadeiro Aizen acreditando estar tocando em Ichigo. O próprio Aizen ainda questiona se Yhwach realmente estava vendo Ichigo. Isso abre uma interpretação bem interessante: talvez a Kyouka Suigetsu estivesse criando ilusões de maneira muito mais imprevisível do que Aizen gostaria.

Até o momento em que Yhwach menciona Orihime ganha uma leitura diferente. Ichigo aperta a espada com mais força ao ouvir o nome dela. Porém, se aquele “Ichigo” era na verdade Aizen, existe a possibilidade de que o próprio Aizen tenha reproduzido a reação que sabia que Ichigo teria. É exatamente esse tipo de detalhe que torna Aizen tão divertido de acompanhar.

Ichigo virou o “burro” da história por causa das mudanças do anime
Agora vem a parte realmente complicada. O anime modificou tantos acontecimentos anteriormente que algumas cenas começaram a criar problemas de continuidade. O caso mais evidente envolve Ichigo e a capacidade de Yhwach de retornar à vida.
No mangá, Yhwach utiliza o poder do futuro para retornar depois que Ichigo o derrota, e essa é a primeira vez em que esse recurso aparece dessa maneira. O problema é que ‘Thousand-Year Blood War’ já havia mostrado Yhwach retornando em outras situações. Portanto, quando chega o momento decisivo, fica estranho Ichigo simplesmente baixar a guarda e não avisar Aizen sobre essa possibilidade.

Algo parecido aconteceu com a Antítese de Ishida. O anime mostrou o personagem utilizando o poder diversas vezes antes de Jugram compreender completamente sua habilidade. Isso significa que algumas revelações que funcionavam no mangá acabam perdendo força quando a história chega ao mesmo ponto no anime.
E o problema se torna ainda maior no caso de Aizen. Afinal, estamos falando de um dos personagens mais estrategistas de ‘Bleach’. Se ele sabe que Yhwach possui um poder absurdo relacionado ao futuro e ainda é um personagem extremamente difícil de matar, é estranho que não tenha considerado a possibilidade de que o inimigo pudesse se recuperar ou voltar à vida.

Para completar, Yhwach chegou a cogitar que Aizen poderia ter desativado a Kyouka Suigetsu por estar cansado. Só que isso também gera uma pergunta: Aizen realmente ficaria exausto depois de pouquíssimo tempo de batalha? O material questiona justamente essa situação, porque a explicação parece pouco compatível com o personagem.
E Isso tudo acaba trazendo mais um problema à tona que é o fato de que todo esse esforço foi jogado fora. Toda a luta principal (e final, no mangá) serviu para que Aizen distraísse Yhwach de forma que Ichigo executasse o golpe final. O problema é que se o Yhwach já se recuperou e o Aizen se foi, então tudo isso não serviu de nada.

Considerando a quantidade de cenas novas adicionadas para o anime, era de se esperar que essa luta fosse muito melhor com relação ao mangá. Porém… não aconteceu. Ela foi extremamente corrida e o anime fez questão de a torná-la inútil e sem sal.
E o maior problema é que os fãs ainda terão que esperar para o próximo episódio. Esse sim promete mudanças e um conteúdo 100% original. Isso porque os dois últimos episódios foram adiados, e a continuação ficou marcada para outubro. Depois de tantas mudanças, cenas originais e expectativas em torno de Aizen, só resta torcer para que esse tempo extra realmente sirva para entregar um encerramento à altura de ‘Bleach: Thousand-Year Blood War’.




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