O circuito comercial de cinema recebe no dia 20 de agosto o longa documental Amelia Toledo: Lembrar de Não Esquecer. Dirigido por Helio Goldsztejn (Aqueles Dias), o filme resgata a vida e o legado de uma das criadoras mais inovadoras da arte contemporânea brasileira.
Antes do lançamento oficial nos cinemas, São Paulo recebe uma sessão de pré-estreia na terça-feira (18), no Museu da Imagem e do Som (MIS). O evento contará com um debate especial reunindo o diretor e a equipe de produção. A obra é produzida pelas produtoras B2 e Capture, tendo realizado sua première mundial na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

A trajetória de uma artista precursora
A produção mergulha na carreira multifacetada de Amelia Amorim Toledo (1926-2017), nascida na cidade de São Paulo. Pintora, desenhista, escultora e educadora, ela transitou entre o design de joias e grandes esculturas, utilizando materiais como acrílico, chapas de metal, pedras e conchas.
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Pioneirismo e sustentabilidade: Muito antes da popularização do termo, Amelia já utilizava materiais reaproveitados em seu processo criativo, integrando a arte ao cotidiano de forma orgânica.
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Carreira acadêmica: Atuou como professora em instituições renomadas como Mackenzie, FAAP e na Universidade de Brasília (UnB), sob a reitoria de Darcy Ribeiro, trajetória interrompida temporariamente pelo golpe militar de 1964.
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Grandes parcerias: Foi aluna de Anita Malfatti, trabalhou com o arquiteto Vilanova Artigas e conviveu com nomes fundamentais do cenário cultural, como Hélio Oiticica, Lygia Pape e Waldemar da Costa.
Bastidores e registros inéditos do acervo
O projeto nasceu a partir do convite de Moacir Toledo, filho da artista e também artista plástico. A ideia ganhou força com a vivência prévia do diretor Helio Goldsztejn, que conheceu a obra de Amelia durante sua passagem na direção do programa Metrópolis, da TV Cultura, onde realizou entrevistas marcantes com a pintora.
O longa conta com registros raros e inéditos captados no ateliê da artista há cerca de 15 anos pelos cineastas Eduardo Luiz Delago de Mattos e Rubens Crispim Jr. (falecido recentemente). As imagens revelam de perto o processo de criação de suas obras interativas, que convidavam o público ao toque e à contemplação de sombras e ângulos variados.
Com o resgate da história de grandes nomes das artes no cinema, será que este lançamento vai impulsionar novas produções sobre o modernismo brasileiro? Qual desses momentos da vida de Amelia Toledo você tem mais curiosidade de ver nas telas?






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