Arquivo X: onde o reboot de Ryan Coogler não pode falhar

Andre Luiz

Um dos maiores clássicos da televisão está prestes a renascer. O reboot de Arquivo X acaba de concluir as gravações do episódio piloto, sob o comando do vencedor do Oscar Ryan Coogler. A produção, porém, chega com uma dúvida enorme no ar.

Quem são os novos protagonistas?

A nova versão aposta em rostos inéditos. Himesh Patel e Danielle Deadwyler assumem os papéis centrais, interpretando dois jovens agentes do FBI designados para uma divisão desativada há muito tempo, justamente aquela criada por Fox Mulder no início dos anos 1990.

Para quem não conhece a premissa original, vale a explicação. Os Arquivos X são uma seção do FBI dedicada a investigar casos inexplicáveis, envolvendo fenômenos paranormais, abduções e conspirações governamentais, temas que definiram a identidade da série.

Trata-se de uma mudança radical de estrutura. Afinal, salvo em partes das oitava e nona temporadas, a franquia praticamente nunca funcionou sem sua dupla original no centro absoluto da narrativa.

O que diz o ator?

Em entrevista a uma rádio britânica, Patel evitou entregar detalhes. Ele não quis revelar sequer se seu personagem acredita ou duvida do paranormal, preferindo preservar as surpresas. Sobre o ritmo do projeto, contudo, foi mais aberto.

Acho que a questão é não querer apressar as coisas, especialmente quando se trata de uma propriedade como Arquivo X, que é tão preciosa para as pessoas.

Segundo ele, uma trajetória de várias temporadas seria bem-vinda, desde que exista história suficiente para justificar. Vale ressaltar que o ator não confirmou nem negou a participação de David Duchovny e Gillian Anderson, os protagonistas originais.

Himesh Patel na série Station Eleven
Himesh Patel na série Station Eleven – Reprodução/HBO

A grande incógnita

Aqui mora a maior expectativa do público. Até agora, nenhum dos dois protagonistas históricos foi anunciado oficialmente no elenco, embora a intérprete de Dana Scully já tenha lido o roteiro, conforme já confirmado pela própria Gillian.

Apostar em personagens novos faz sentido criativo, mas o retorno da dupla seria decisivo. Eles não precisariam ser protagonistas, embora devessem ocupar papéis relevantes na trama, e não simples participações especiais.

O histórico recente reforça o argumento. Quando a série voltou em 2018, os dois seguiam como o coração absoluto da narrativa. Ainda assim, é evidente que a franquia precisava mesmo de uma renovação, já que as tramas haviam se tornado repetitivas.

Por que isso importa?

A série original estreou em 1993 e acumulou mais de duzentos episódios ao longo de quase três décadas, além de dois longas. O primeiro deles, Arquivo X: O Filme, foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 1998.

O movimento também revela a estratégia do estúdio. Desde que comprou a antiga Fox, a Disney vem reciclando marcas herdadas, exatamente como fez ao planejar reinicializações de franquias consagradas de ficção científica. Não à toa, o mesmo caminho já havia sido trilhado quando outra saga clássica ganhou uma série própria no streaming da empresa.

Resta saber se a verdade continuará lá fora. E você, assistiria Arquivo X sem Mulder e Scully? Conte nos comentários!

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