Adiamento de Batman: Parte II impede marca importante da DC

Andre Luiz

Mais uma vez, os fãs do Cavaleiro das Trevas terão de exercitar a paciência. O adiamento de Batman: Parte II para 2028 já era esperado, mas ele trouxe um efeito colateral inesperado. Com a nova data, a DC perde a chance de bater um recorde inédito no cinema: lançar filmes live-action de Batman e Superman no mesmo ano.

O recorde que a DC vai perder

A informação parece surpreendente, mas é verdadeira. Ao longo de décadas, a DC nunca colocou nos cinemas, em um mesmo ano, dois longas em live-action de seus dois maiores ícones. O ano de 2027 estava perto de mudar essa história.

A sequência dirigida por Matt Reeves estava marcada para outubro daquele ano, quando também chegaria a continuação Superman: Homem do Amanhã, de James Gunn.

Com o novo calendário, porém, essa coincidência deixa de existir. Batman: Parte II foi remarcado para 18 de fevereiro de 2028, enquanto o projeto de Gunn segue previsto para 2027. Ou seja, os dois heróis voltarão a passar longe um do outro nas telonas.

Vale destacar que a DC já havia chegado perto desse feito em 2025, quando o Superman de Gunn estreou e a sequência do Morcego ocupava, na época, uma data naquele mesmo ano. Os sucessivos atrasos, no entanto, foram empurrando o projeto de Reeves para cada vez mais longe.

Por que os dois Batmans não se encontram

É importante lembrar que essas produções vivem em mundos separados. O Batman de Robert Pattinson faz parte do selo Elseworlds, que reúne histórias independentes e sem ligação direta com a continuidade principal. Não à toa, o chefe da DC Studiosdiscutiu internamente se levaria o Batman de Pattinson para o novo DCU, mas optou por mantê-lo em sua própria realidade.

Enquanto isso, o universo central do estúdio segue crescendo a partir do Superman vivido por David Corenswet, que dará origem a Homem do Amanhã. São, portanto, dois caminhos paralelos que, por muito pouco, quase se cruzaram no calendário de estreias.

Reprodução/Warner Bros./DC Studios

Um intervalo cada vez maior

Além do recorde perdido, o adiamento traz outro incômodo. A distância entre The Batman, de 2022, e sua continuação chegará a seis anos. Trata-se de um intervalo enorme para uma franquia que retrata um Bruce Wayne ainda jovem, em seus primeiros anos como herói.

Aqui entra uma ponderação interessante. Robert Pattinson já tem 40 anos e, embora aparente ser mais novo, o tempo pode complicar a proposta de mostrar um Batman em início de carreira. Esse é um ponto levantado por parte da crítica, ainda que outros fãs considerem a questão irrelevante diante do talento do ator.

O futuro dos projetos da DC

Apesar do desânimo, é justo colocar as coisas em perspectiva. O primeiro filme foi um enorme sucesso, com mais de 772 milhões de dólares arrecadados no mundo e ótima recepção da crítica e do público. Esse histórico sugere que a espera pode valer a pena, mesmo que teste os limites da ansiedade dos fãs.

Até o momento, nem a DC, nem Reeves, nem Pattinson explicaram oficialmente o motivo do novo atraso. Sem uma justificativa clara, resta ao público especular se a mudança tem a ver com o calendário do estúdio ou com detalhes da própria produção.

No fim das contas, o marco histórico de reunir Batman e Superman em um único ano terá de esperar. Para os fãs, fica a certeza de que, na DC atual, paciência é uma virtude quase obrigatória.

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