Nem Demolidor, nem Batman: o 1º papel de Ben Affleck como super-herói

Andre Luiz

Publicidade

Muito antes de vestir capuz ou capa, Ben Affleck já tinha herdado um papel das mãos de uma lenda. Em 2002, ele assumiu o analista da CIA Jack Ryan em A Soma de Todos os Medos, um ano antes de Demolidor. Mas será que chamar Jack Ryan de super-herói não é um exagero? Talvez no sentido exato da palavra, mas certamente não na importância do papel.

O dominó que levou Ford à saída

Harrison Ford havia sido anunciado para o filme em outubro de 1999 e chegou a participar do desenvolvimento do roteiro. Porém, ele e o diretor Philip Noyce deixaram o projeto por não resolverem os problemas dos rascunhos de Akiva Goldsman. Ford então deu sua bênção para a troca, e Phil Alden Robinson, diretor de Campo dos Sonhos, assumiu a direção, com o roteiro final de Paul Attanasio e Daniel Pyne.

Affleck foi o terceiro ator a viver Ryan. Antes dele, Alec Baldwin protagonizou A Caçada ao Outubro Vermelho, e Ford fez Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato. O elenco ainda incluía Morgan Freeman, como William Cabot, e Liev Schreiber. Era um prequel, o que justificava a troca de ator.

Morgan Freeman e Ben Affleck em A Soma de Todos os Medos – Reprodução/Paramount

Bilheteria e recepção

O longa estreou com US$ 31,1 milhões e superou Star Wars: Episódio II e Homem-Aranha naquele fim de semana. Com custo de US$ 68 milhões, recuperou o investimento com lucro, mas os críticos viram a atuação de Affleck como inferior à de Ford e à de Freeman. Um novo filme só veio em 2014, Jack Ryan: Operação Sombra, com John Krasinski.

A passagem por Jack Ryan reforça um padrão na carreira de Affleck: herdar papéis consagrados e assumir riscos. Hoje, o ator já diz sentir que fez seus filmes de super-herói, como o Ei Nerd relatou ao perguntar se ele quer voltar como Demolidor no MCU. Ele também confirmou ter recusado dirigir Star Wars: O Despertar da Força, como mostra o texto sobre o motivo da recusa, e agora volta à direção em Sobrevivência, da Netflix.

Para os fãs, o histórico explica a cautela dele com grandes franquias. Para os estúdios, é um lembrete de que um astro sozinho nem sempre basta para substituir uma lenda.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também

ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA