Há vinte anos, a DC Comics decidiu abrir o baú e trazer de volta os elementos que moldaram seu universo. A chamada Crise Infinita (2005 e 2006) é considerada um marco dessa tentativa.
Uma guerra de editoras e um aniversário
O contexto era de disputa com a Marvel por criadores e atenção dos leitores, e a DC planejou o 20º aniversário da Crise nas Infinitas Terras, que dividiu o universo em antes e depois. A construção do evento incluiu Countdown to Infinite Crisis, de 80 páginas, com roteiros de Geoff Johns, Greg Rucka e Judd Winick e arte de Ed Benes, Jesus Saiz, Rags Morales, Ivan Reis e Phil Jimenez. Vieram ainda The OMAC Project, Villains United, Days of Vengeance e Rann-Thanagar War.
A minissérie principal teve Johns, Jimenez, Reis, George Pérez e Jerry Ordway. Nela, o público descobriu que Alexander Luthor Jr., da Terra-3, e o Superboy-Prime estavam por trás dos acontecimentos dos dois anos anteriores, além de ver o retorno do Superman e da Lois Lane da Terra-2. Basicamente, tudo o que era considerado pré-Crise, voltou a ser levado em conta.

Em seguida, a DC publicou 52 e One Year Later, com Action Comics de Johns, Batman de Grant Morrison, Detective Comics de Paul Dini e Mulher-Maravilha de Allan Heinberg. O caminho prosseguiu com Guerra da Tropa Sinestro, Crise Final e Ponto de Ignição, em 2011, que levou aos Novos 52.
Dan DiDio conduziu essa fase e depois deixou o cargo. Entre todas as críticas à DC nessa época, se destacam Blackest Night e Brightest Day, ambas histórias do Lanterna Verde.
O que a DC aprendeu?
Atualmente, a editora vive um momento empolgante, com Jim Lee e a editora-chefe Marie Javins reconstruindo o catálogo.
Sobre o tema, o Ei Nerd aponta que o Multiverso da DC não teve o impacto esperado por causa de retornos graduais e reorganizações constantes, sugerindo que a Terra-2 e a Sociedade da Justiça sirvam de porta de entrada para novos leitores. Além disso, a DC reorganizou a linha do tempo oficial em 2025, confirmando sagas como Crise de Identidade e Crise Final como cânone. Resta saber se a nostalgia basta para sustentar o futuro.




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