Um medidor em fase de testes do PlayStation aponta números impressionantes para a versão recém-portada do clássico. Os dados, porém, exigem leitura cuidadosa.
O retorno de Call of Duty: Black Ops 2 aos consoles atuais virou um dos assuntos mais comentados do mês. Segundo um widget experimental de contagem semanal do PlayStation 5, o jogo lançado originalmente em 2012 teria registrado 5,25 milhões de jogadores em uma única semana. O número supera até mesmo a marca atribuída ao conjunto de títulos modernos da franquia reunidos no aplicativo Call of Duty HQ.
Antes de tudo, uma ressalva necessária. A informação não vem de um balanço oficial da Activision. Ela foi extraída de uma ferramenta ainda em fase beta, disponível apenas para um grupo restrito de usuários, e circulou depois de ser compartilhada em fóruns e no podcast SpawnCast.
O que os ports trouxeram de volta

Em 9 de julho de 2026, a Activision disponibilizou versões nativas de Black Ops e Black Ops 2 para PlayStation 4 e PlayStation 5. Não se trata de remakes nem de remasterizações, e sim de conversões diretas. Campanha, multijogador e o modo Zumbis foram preservados em boa parte, embora alguns modos originais tenham ficado de fora.
O preço de lançamento foi de 39,99 dólares, com desconto temporário para 19,99 dólares a assinantes do PlayStation Plus. Vale lembrar que valores em dólar variam conforme o câmbio e a política regional de preços, portanto o custo no Brasil pode ser diferente.
Os números em detalhe
Além dos 5,25 milhões atribuídos a Black Ops 2, o primeiro Black Ops teria alcançado cerca de 1,9 milhão de jogadores no mesmo período. Somados, os dois clássicos chegariam a algo próximo de 7,2 milhões de contas ativas na semana.
Aqui aparece uma divergência que merece registro. Parte das coberturas descreve o dado como referente apenas a usuários de PS5 nos Estados Unidos, enquanto outras publicações tratam o número como soma de PS4 e PS5. Como o widget ainda está em teste e a Sony não divulgou sua metodologia, a interpretação exata permanece incerta.
Por que a comparação é delicada
O ponto de comparação vem de um levantamento anterior indicando que o hub Call of Duty HQ, que reúne Black Ops 7, Warzone e outros títulos recentes, tinha pouco menos de 5 milhões de acessos semanais. Contudo, esse total não pode ser dividido de forma limpa entre os jogos.
Existe ainda uma diferença fundamental de momento. Black Ops 2 foi medido justamente na semana de estreia, quando o interesse é naturalmente inflado. O dado do hub, por outro lado, foi coletado no meio do ciclo de conteúdo de Black Ops 7. Consequentemente, contagem semanal não equivale a jogadores simultâneos, vendas, horas jogadas ou retenção.
Um detalhe curioso sobre os ports
Chamou atenção da comunidade a ausência do contador de jogadores ao vivo, presente nas versões originais dos dois jogos.
Parte do público especula que a remoção seria proposital para evitar comparações diretas com os títulos atuais, mas não há confirmação da Activision sobre o motivo.
A leitura mais consistente é que existe demanda reprimida por experiências antigas de Call of Duty. Os jogos da era PS3 e Xbox 360 oferecem progressão direta, mapas conhecidos e bem menos sistemas de serviço competindo pela atenção do jogador. A nostalgia pesa, evidentemente, mas o formato também explica parte do apelo.
Para a Activision, o recado comercial é claro. Portar clássicos custa consideravelmente menos que produzir um lançamento anual, tema recorrente desde que a série passou a bater recordes de engajamento com seus títulos modernos. Resta observar se o público permanece nas próximas semanas ou se o pico foi apenas efeito de estreia, algo que nem as campanhas mais robustas da franquia garantem, como as grandes ações de marketing recentes já demonstraram.






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