O ator e diretor respondeu a questionamentos sobre a falta de diversidade no novo filme da Terra-média. A produção, que estreia em 2027, ainda não anunciou atores não brancos no papel.
O novo filme da franquia O Senhor dos Anéis, intitulado A Caçada por Gollum (The Hunt for Gollum), voltou ao centro do debate. Dirigido e estrelado por Andy Serkis, que retorna como Gollum, o longa tem sido alvo de críticas relacionadas à diversidade, já que, até o momento, nenhum ator não branco foi anunciado no elenco principal. Em entrevista à BBC, o cineasta comentou o assunto. A seguir, entenda os argumentos apresentados e o contexto por trás dessa discussão.
O que foi questionado
Durante a conversa, a emissora britânica questionou o diretor sobre o que descreveu como uma falta de diversidade na saga. O ponto central da crítica é que o elenco anunciado até agora, que inclui Ian McKellen como Gandalf e Elijah Wood como Frodo, além dos novatos na franquia Jamie Dornan, Kate Winslet e Anya Taylor-Joy, é formado exclusivamente por pessoas brancas.
Vale lembrar que esse tipo de questionamento não é novo. Ele já havia sido levantado em relação às trilogias anteriores, tanto O Senhor dos Anéis quanto O Hobbit, e voltou à tona com o anúncio gradual do novo elenco.
A resposta de Andy Serkis
Ao responder, Serkis associou a questão à obra original. Segundo o diretor, o autor J.R.R. Tolkien teria sido fortemente influenciado pela mitologia nórdica, o que moldaria a ambientação do universo. Na avaliação dele, o filme reconhece as críticas, mas não pretende adotar o que classificou como uma abordagem guiada apenas por cotas.
Sim, houve críticas. Este filme, em particular, reconhece isso de certa forma. Mas não faremos uma versão politicamente correta, com elenco escolhido apenas por escolher e cumprir requisitos. Então, a diversidade só aparece onde é relevante.
O cineasta também comentou a ambientação do Condado, região natal dos hobbits. De acordo com ele, o local seria retratado de forma bastante homogênea nos livros, com habitantes pouco interessados no que acontece além de suas fronteiras. É importante frisar que essas são interpretações do próprio diretor sobre a obra.
O contexto do debate na franquia
Para entender a discussão, é preciso olhar para o passado recente. A série Os Anéis de Poder (The Rings of Power), do Prime Video, ampliou a diversidade do universo ao escalar atores não brancos para papéis de elfos e anões.
Na ocasião, a produção dividiu opiniões: parte do público elogiou a iniciativa, enquanto outra parcela criticou as escolhas, alegando que elas se distanciariam do material original. Assim, o tema se tornou recorrente sempre que uma nova adaptação de Tolkien é anunciada, o que ajuda a explicar a repercussão atual.
Sobre ‘A Caçada por Gollum’
Ambientado entre as trilogias O Hobbit e O Senhor dos Anéis, o longa acompanha Aragorn e Gandalf na busca por Gollum, em uma missão ligada às origens do Um Anel. Peter Jackson atua como produtor executivo, enquanto Fran Walsh e Philippa Boyens, roteiristas da trilogia original, assinam o texto.
Entre as mudanças mais comentadas está a reformulação de Aragorn, agora vivido por Jamie Dornan no lugar de Viggo Mortensen, como já detalhamos em nossa cobertura sobre o novo elenco. Para quem quer relembrar onde a história se encaixa, vale conferir também nosso guia sobre a linha do tempo do novo filme.
Quando estreia?
Distribuído pela Warner Bros., A Caçada por Gollum tem estreia marcada para 17 de dezembro de 2027 nos cinemas dos Estados Unidos, sem data confirmada para o Brasil. Segundo a BBC, novos anúncios de elenco ainda devem acontecer, o que pode esclarecer o que o diretor quis dizer ao afirmar que a diversidade aparecerá “onde for relevante”. E você, o que achou desse debate? Comente aqui embaixo!






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