No sétimo episódio da 3ª temporada de A Casa do Dragão, tivemos a revelação do retorno de alguém importante. A relevância dessa confirmação pode, literalmente, desequilibrar o confronto entre as facções verdes e negras na guerra civil da Casa Targaryen.
A reviravolta do episódio
Aegon II Targaryen, vivido por Tom Glynn-Carney, estava prestes a morrer nas mãos de homens leais a Rhaenyra Targaryen, interpretada por Emma D’Arcy. Foi quando Sunfyre apareceu e incinerou todos eles.
O estado do dragão chama atenção. Um dos lados do rosto está deformado, resultado da queda ou das semanas expostas ao tempo na floresta.
Por que todos acreditavam na morte dele
A produção fez questão de convencer o público. Ao fim da segunda temporada, o dragão e o cavaleiro foram atingidos pelo fogo de Vhagar, montaria de Aemond Targaryen, papel de Ewan Mitchell.
Baela Targaryen relatou ter visto o corpo em decomposição. Larys Strong, vivido por Matthew Needham, insistiu para que o rei aceitasse os fatos. O detalhe mais macabro veio depois. Havia gente cobrando ingresso para que curiosos vissem e tocassem a suposta carcaça.
Como o livro resolve isso
Aqui está a diferença importante. Em Fogo e Sangue, ninguém confirma a morte do animal. Sor Criston Cole deixa homens encarregados de alimentar e vigiar a criatura. Sob esses cuidados, ela recupera aos poucos a capacidade de voar.
Na série, esse cuidado simplesmente não existe. A recuperação fica sem explicação clara, e a leitura mais provável é que se trate de uma espécie de hibernação mágica.
O que muda para Aegon II?
A situação de Aegon se inverte por completo. Ele saiu da condição de mendigo dolorido e voltou a ser um senhor de dragão.

A movimentação, porém, exige cautela. Tyland Lannister quer levá-lo a Rochedo Casterly, destino distante demais para um animal naquele estado. O caminho provável é outro. Pedra do Dragão fica bem mais perto e ofereceria condições para a recuperação da criatura.
A relação entre Aegon e a criatura, aliás, é das poucas afetuosas da série. Ele insistiu que o dragão seguia vivo mesmo diante de todas as evidências, e o público que costuma se apegar a personagens moralmente indefensáveis nessa produção tem aqui mais um motivo para isso.
Por que essa sobrevivência era obrigatória
Nas páginas de Martin, Rhaenyra foge de Porto Real e retorna a Pedra do Dragão sem saber que o irmão está lá. Ela é capturada, e Aegon ordena que o dragão a devore.
Sem Sunfyre vivo, esse desfecho seria impossível. Matar o animal obrigaria a série a reescrever o momento mais devastador da guerra civil.
Uma ressalva sobre o final
Vale lembrar que a série já alterou o material antes. A própria HBO chegou a sinalizar publicamente que o destino da personagem poderia mudar, e a produção não tem qualquer pudor em ajustar a continuidade quando considera necessário.
Manter o dragão vivo, porém, aponta na direção contrária. Shireen Baratheon, personagem de Kerry Ingram, já havia antecipado a tragédia dessa guerra lá em Game of Thrones, ao contar que os Targaryen nunca se recuperaram do conflito.
O que vem pela frente
Resta um episódio para encerrar a temporada. A produção, criada por Martin e Ryan Condal, tem a quarta temporada confirmada como última.
O que virá pela frente promete ser brutal. A série nunca ofereceu vitórias duradouras, e isso vale também para quem parece estar em vantagem no momento.
Os capítulos de A Casa do Dragão saem semanalmente na HBO Max. A produção, aliás, é vigiada de perto pelo público, que já flagrou até falhas pontuais de efeitos visuais em episódios anteriores.





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